“Vamos intensificar essas ações”, diz comandante da Patram sobre pescas irregulares

Período de piracema no Rio Taquari iniciou no dia 1 de novembro e vai até 31 de janeiro.


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Comandante da Patram, sargento Adilson Brum (Foto: Caroline Silva)

Neste sábado (21) a Patrulha Ambiental da Brigada Militar de Estrela (Patram) realizou patrulhamento embarcado nas águas do Rio Taquari, entre os municípios de Taquari, Venâncio Aires, Cruzeiro do Sul e Bom Retiro do Sul. O objetivo do policiamento foi coibir a pesca irregular em período defeso da fauna ictiológica, conhecido por piracema, período de reprodução dos peixes.


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Foram abordadas 27 pessoas. A operação resultou na confecção de quatro boletins de ocorrência, quatro termos de apreensão e a autuação de oito pessoas. Na ação, 1.150 metros de redes de pesca foram recolhidos, dois espinheis num total de 50 metros de comprimento, seis carretilhas, dois molinetes e uma tarrafa. Além disso, 185 espécies foram devolvidas ao seu habitat.

Operação ocorreu no sábado e autuou oito pessoas (Foto: Patram/Divulgação)

O comandante da Patram, sargento Adilson Brum, diz que pescas, neste período, são permitidas com algumas condições. “É permitido a partir de 1.500 metros de distância da barragem, tanto para cima, quanto para baixo”, explica.

Além disso, ele fala que não é autorizado utilizar mais de um um apetrecho. “Pode ser utilizado uma linha, uma vara de pescar, mas não as duas juntas”, exemplifica. Conforme Brum, em casos de haver mais de um objeto de pesca, pode ocorrer prisão em flagrante.

O comandante faz um alerta para possíveis futuras irregularidades. “Pediria as pessoas, principalmente, as de fora, que estão vindo para o nosso Rio Taquari, que se oriente, pergunte se pode ou não, porque a Patram vai intensificar essas ações, para tentar proteger nossa fauna”, adverte.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

2 Comentários

  1. muito bom mais acho qtem q ser fiscalizado tambem do porto de estrela para baixo sou pescador profissional e sei das irregularidades q acontecem por aqui agora e depois da piracema tambem aqui no bairro moinhos te pescador profissional q ja esta aposentado e empreta barco e material para outros pescarem e assim compra os peixes baratinho pra revender e as vezes nao tem nem lugar para o profissional colocar seu material no rio as vezes ate ameacados por pescadores irregulares ..obrigado

  2. Parabéns à PATRAM. Espero que, inclusive, intensifiquem ações do tipo. Só que não se pode esquecer aquele ensinamento popular que diz mais ou menos o seguinte: “O que te engorda não é o que tu comes entre o Natal e o Réveillon, mas sim, entre este e o Natal. Ou seja, não adianta só fiscalizar na piracema, quando, no resto do ano sabe-se que “pescadores” inescrupulosos e sem qualquer consciência ambiental deixam o rio crivado de redes em quantidade superior e malha inferior às permitidas; utilizam-se de armadilhas (covos e outras), além de costumeira e inadvertidamente capturaram peixes em quantidade superior e medidas inferiores as determinadas pelos regulamentos. Concentrar ações somente na piracema é quase como enxugar gelo. Entendo que ia recursos são escassos e atenção das autoridades “superiores” normalmente não têm isso como prioridade e não há ações perenes a respeito. Realmente uma lástima, porque o potencial piscoso do nosso Taquari e de alguns de seus afluentes maiores poderia se tornar muito mais “empregatício” e lucrativo, inclusive para os ribeirinhos caso tais potenciais fossem direcionados ao ecoturismo e pesca esportiva.

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