Vaticano divulga arquivos sobre perseguição a judeus durante o Holocausto

Para muitos historiadores o papa Pio XII foi omisso diante dos horrores do nazismo


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Pio XII, chefe da Igreja católica durante a II Guerra Mundial (Foto: Roger Viollet /Arquivo)

O papa Francisco ordenou a publicação on-line, nesta quinta-feira (23), de 170 volumes de arquivos do papa Pio XII, chefe da Igreja católica durante a II Guerra Mundial. De acordo com o comunicado do Vaticano, os documentos envolvem pedidos de ajuda de judeus que teriam sido enviados ao papa da época, após o início da perseguição nazista.

Mais de 2.700 documentos foram mantidos nos arquivos da Secretaria de Estado e contêm pedidos de intervenção papal para evitar a deportação nazista, obter libertação dos campos de concentração ou ajudar a encontrar familiares. A maioria dos pedidos veio de pessoas de famílias judaicas, que foram batizadas na Igreja católica e não eram mais judeus praticantes.

Embora os documentos estejam disponíveis para consulta por estudiosos desde março de 2020, Francisco pediu que fossem acessíveis a todos. A decisão teria sido tomada por pressão de pesquisadores, que exigiam há anos acesso aos documentos para examinar por que Pio XII não se manifestou durante o extermínio de judeus na guerra, um silêncio que as organizações judaicas consideram uma forma de cumplicidade passiva.

Para especialistas, o papa deveria ter condenado o massacre de judeus com muito mais firmeza, mas não o fez por cautela diplomática e para não colocar em perigo os católicos da Europa ocupada. Outros, no entanto, afirmam que ele salvou dezenas de milhares de judeus italianos pedindo aos conventos que lhes abrigassem.

Fonte: Veja

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