Veículos novos para venda devem faltar no segundo semestre de 2021, projeta presidente da Fenabrave/Sincodiv-RS

Paulo Ricardo Siqueira diz que a dificuldade de obtenção de matéria-prima pelas fábricas deve afetar todo o setor


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Paulo Ricardo Siqueira, presidente da Fenabrave / Sincodiv-RS (Foto: Divulgação)

Quem pensa em comprar seu carro 0 km devem encontrar dificuldades nos próximos meses. Isso porque, segundo o presidente da Fenabrave/Sincodiv-RS, Paulo Ricardo Siqueira deve faltar veículos novos para venda no segundo semestre de 2021.

O gestor das entidades que representam concessionárias e distribuidoras de veículos explica que em um cenário normal, o fechamento das plantas da Ford, no país, anunciado em janeiro, e a suspensão na fabricação da GM de Gravataí, devido à falta de insumos, seria suprido pelas outras montadoras.

No entanto, a dificuldade de obtenção de matéria-prima pelas fábricas deve afetar toda a cadeia. Apenas o Onix, produzido em Gravataí, reponde por cerca de 8% do mercado nacional de novos veículos no país.


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“Existe uma carência de suprimentos e produção que não pode ser suportada pelos demais que ainda estão operando. O que se prevê, é sim, uma carência dos produtos. Que exista uma pressão no lado da oferta que deve ficar menor, fazendo que se haja uma pressão inflacionária”, relata Siqueira. A menor oferta de veículos também deve refletir na elevação dos preços dos usados.

Segundo Siqueira, a retração nas vendas em veículos novos em 2021 já chega a 15%, em relação ao ano anterior. Apesar do cenário desfavorável, o gestor acredita no aquecimento do setor automotivo, tendo em vista uma melhora na pandemia, com o avanço da imunização. Além disso, o segundo semestre costuma ser bom para o setor, que realiza o lançamento de carros novos neste período.

Adaptação no atendimento

Concessionárias e revendas de carros voltaram a fechar as portas na vigência da bandeira preta no Rio Grande do Sul. Apenas os serviços relacionados à manutenção, reparo e conserto podem funcionar no período.

A situação remete ao cenário vivido pelas empresas no início da pandemia. Desde aquele momento, a aposta foi pelo reforço dos canais digitais para interagir com os clientes.

No entanto, apesar de portas fechadas, Siqueira destaca que agora os vendedores podem ficar nas lojas para venderem os veículos, diferente da paralisação anterior, no início da pandemia.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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