“Vem pra cá”, projeto da Univates, já atendeu mais de 650 imigrantes com aulas gratuitas de Português em Lajeado

Participantes atualmente são de países como Haiti, Bangladesh, Marrocos, Guiné-Bissau, Paquistão e Egito, podendo fazer parte do projeto todo imigrante que necessita aprender o português


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Foto: Divulgação

O projeto de extensão “Vem pra cá!”, da Universidade do Vale do Taquari – Univates, oferece, desde 2014, aulas semanais e gratuitas de Língua Portuguesa como língua adicional para imigrantes, ministradas por bolsistas e voluntários. Desde o começo, o projeto já atendeu cerca de 650 pessoas, número que também reflete o crescimento da comunidade imigrante em Lajeado e região. Mesmo durante a pandemia, o projeto seguiu com as atividades, com o objetivo de assistir aos imigrantes também nesse período.
Os participantes atualmente são de países como Haiti, Bangladesh, Marrocos, Guiné-Bissau, Paquistão e Egito, podendo fazer parte do projeto todo imigrante que necessita aprender o português.

A oferta de aulas de língua portuguesa como língua adicional é uma forma de a Universidade auxiliar a comunidade imigrante, crescente em Lajeado, possibilitando mais autonomia na comunicação, na vida cotidiana e no exercício da cidadania no Brasil. As aulas do projeto são ministradas por acadêmicos e diplomados da Univates e demais voluntários da comunidade, que oportunizam formação em língua portuguesa para os imigrantes.

“Neste semestre estamos com mais ou menos 25 imigrantes das aulas. Como resultados, o Vem pra cá visa a ampliar o nível de proficiência dos imigrantes que participam das aulas, ou seja, espera-se que as aulas de português como língua adicional auxiliem os imigrantes a participar com mais autonomia das práticas sociais e culturais da comunidade na qual residem atualmente, fazendo uso da língua portuguesa”, explica a professora coordenadora do projeto, Maristela Juchum.

“No meu entender, o projeto auxilia na inserção dos imigrantes na comunidade local. Aprender uma língua é essencial para que possam se comunicar com as pessoas e realizar ações cotidianas, como ir ao supermercado, ir ao médico, procurar um emprego”, descreve a docente.

Os materiais didáticos utilizados nas aulas são produzidos pelos voluntários do projeto. “É um material autêntico, que dá ênfase ao uso da língua para o ensino de português como língua adicional. Baseados na concepção interacionista de linguagem, entendemos que o ensino do idioma português deve se dar por meio de situações reais de uso da língua”, revela a professora. Isso quer dizer que a abordagem didática privilegia as temáticas do cotidiano dos participantes: seus direitos, a cidadania em outro país, questões relativas à saúde e ao trabalho.

Aulas

Os encontros acontecem nas quintas-feiras, das 9h às 11h, nas dependências do Colégio Castelo Branco. Interessados podem participar das atividades. As aulas são, inclusive, abertas a imigrantes de outras cidades também, desde que se desloquem até o local em que acontecem as aulas. AI/EW

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