Vereador envia carta ao prefeito com 21 medidas para frear os efeitos da pandemia em Lajeado

Documento assinado pelo parlamentar Sérgio Kniphoff (PT) sugere soluções para auxiliar o comércio, indústria e agricultura, além de salvar vidas


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Sérgio Kniphoff (PT) protocolou a carta direcionada ao gabinete do prefeito Marcelo Caumo (Foto: Divulgação)

Na segunda-feira (15), o gabinete do vereador de Lajeado Sérgio Kniphoff (PT) protocolou uma carta aberta direcionada ao prefeito Marcelo Caumo (PP) com 21 sugestões de medidas que podem auxiliar o comércio, indústria e agricultura, além de salvar vidas.

No documento assinado pelo parlamentar, que é médico, ele faz um desabafo em relação ao enfrentamento da pandemia. “Avançamos tanto em tecnologia e esquecemos de cuidar daquilo que nos protege e salva. Estamos pagando caro demais por esse descaso. Os hospitais quebraram no país todo, o HBB, classificado na última semana como um dos 10 melhores hospitais do país em cidades de até 100 mil habitantes, quebrou, senhor prefeito. É com tristeza absoluta que testemunhamos o pedido de socorro desesperado do administrador do HBB”, escreve.

Kniphoff que, por diversas vezes, declarou ser contra as eleições municipais realizadas em 2020, na carta voltou a expressar seu descontentamento com as aglomerações causadas com o pleito. Ele ainda escreveu ao prefeito que cansou de falar e não ser ouvido. “Até aqui falei e sequer fui ouvido. Mas cansei! Cansei Sr. prefeito Marcelo Caumo. E sei que o Sr. Também cansou, afinal a sua fisionomia nas suas aparições públicas têm demonstrado cansaço e tristeza, como todos nós lajeadenses. Mas cansei da passividade no comportamento e a transferência da responsabilidade pelas medidas duras a outras instâncias de gestão, tipo “estamos em bandeira preta por decisão do governador”, diz.

O petista finaliza o texto apresentando 21 medidas para amenizar os efeitos da pandemia, e enfatiza que é necessário agir, independente da escolha partidária. “É preciso agir e devemos todos, independente de ideologia política, ajudarmos a salvar vidas e salvar a economia da cidade. Sabemos que não existem fórmulas mágicas, mas se me permitirem, vou apresentar sugestões, algumas já implementadas, mas não com o rigor e agilidade necessárias, visto a gravidade da situação”, pontua.

As 21 medidas

1 – Promover a distribuição ágil de alimentos (cestas básicas) para as famílias que já estão no cadastro da Sthas e outras que vão entrar em situação de vulnerabilidade social;

2 – Auxílio-gás para as famílias cadastradas no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e novas famílias que estão perdendo renda durante a pandemia;

3 – Criar uma espécie de Auxílio Emergencial Municipal, de forma a reforçar o programa do Governo Federal;

4 – Criar um pacto com o setor imobiliário a fim de reduzir ou suspender temporariamente o valor dos aluguéis comerciais na cidade;

5 – Reformular e implantar o sistema de “Aluguel Social”;

6 – Promover desconto nos impostos municipais ou mesmo dar prazos ainda mais ampliados para sua quitação (Ver anexo 1 sobre a questão dos impostos);

7 – Criar um plano de apoio aos trabalhadores da saúde do município, uma vez que estão trabalhando no limite das suas forças físicas e emocionais;

8 – Reduzir em rodízio diário, de forma temporária, o número de trabalhadores nas lojas e nas indústrias, evidentemente sem prejuízo nos salários dos trabalhadores;

9 – Programar o retorno às aulas e planejar medidas de segurança para a comunidade escolar, ou seja retornar mediante vacinação de professores e outros servidores das escolas;

10 – Subsidiar o transporte coletivo para assegurar distanciamento dos trabalhadores dentro dos veículos, de forma a garantir segurança no caminho casa-trabalho-casa e garantir que seja gratuito durante bandeira preta e vermelha; Bem como aumentar número de ônibus em circulação, de forma a evitar aglomerações dentro dos mesmos.

11 – Controlar com maior rigor o funcionamento das casas noturnas da cidade;

12 – Da mesma forma, através dos incentivos, trabalhar para manter os empregos, única forma de manter a economia;

13 – Acatar as regras da classificação de cores de distanciamento controlado para tentar sustar a velocidade da pandemia em cada atividade da economia formal e informal da cidade, mas tendo um pacto construído com a sociedade;

14 – Aumentar o efetivo de fiscalização. Infelizmente precisamos educar as pessoas a viverem em uma cidade sitiada por um vírus. Caso não tenhamos um mínimo de organização, perderemos essa guerra.

15 – Campanha maciça de conscientização sobre isolamento social, uso de máscara, álcool gel e respeito a protocolos de acesso a espaços;

16 – Estender a fiscalização por temperatura corporal à rodoviária;

17 – Proibição de ajuntamos de mais de dez pessoas em locais públicos enquanto durar as bandeiras vermelha e preta;

18 – Confeccionar outdoors, placas, banners e colocar nas principais esquinas da cidade cobrando o uso de máscara. É preciso demonstrar que o Governo Municipal acredita nas medidas recomendadas;

19 – Criar um protocolo municipal de controle dos casos positivos através de testes e vigilância sobre o distanciamento recomendado;

20 – Criar pontos de distribuição gratuita de máscaras nas principais ruas da cidade;

21 – Adotar um sistema, em caráter emergencial, de produção de alimentos vegetais (hortifrutigranjeiros) para auxiliar famílias de baixa renda. Alguns produtores rurais de Lajeado tiveram o contrato rompido com a Prefeitura em decorrência da pandemia e aulas canceladas. Portanto torna-se uma medida para garantir a sobrevida dos produtores rurais e fornecer alimento de qualidade a famílias necessitadas.

Leia a carta aberta aqui

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

 

4 Comentários

  1. Aqui vai mais uma sugestão, já implantada no Paraná: Colocar fita naqueles que estão ativos em Covid, para serem identificados, caso deixar o isolamento Caso romperem a fita, devem ir para cadeia, e pagar multa de R$ 5.000,00.
    Outras sugestões: – Aplicar multa de R$ 5.000,00, para quem circular sem uso de máscara; – Aplicar multa de R$ 5.000,00 para quem estiver aglomerando ou fazendo festa, mesmo que particular; – Exigir, via AMVAT, que todos os Municípios do Vale adotem as mesmas medidas;

    • Queridona, muitos não tem dinheiro nem pra comprar uma máscara, quem dirá pagar uma multa neste valor! Ridícula!

  2. Perguntinha: O vereador já foi empregador; sabe de onde saem os recursos para tudo isto ? É fácil fazer festa com chapéu alheio. Faltou dizer o que ele pessoalmente vai abrir mão para contribuir com a solução do problema .

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