Vereador que teve vídeo íntimo vazado em Muçum tem mandato cassado em sessão extraordinária

Leonardo Bagnara (PSD) estava respondendo por um inquérito que apurava possível falta de decoro parlamentar por conta de imagens dentro de um banheiro


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Um encontro extraordinário sobre o caso já havia ocorrido em 9 de maio na Câmara do município (Foto: Divulgação)

Uma sessão extraordinária para definir o futuro do vereador Leonardo Bagnara (PSD) dentro do Poder Legislativo de Muçum foi realizada nesta terça-feira (14) e resultou na perda de seu mandato. Ele estava respondendo por um inquérito que apurava possível falta de decoro parlamentar por conta da divulgação de fotos e vídeos íntimos gravados dentro de um banheiro. A ação foi movida pelos vereadores Marcos Bastiani (PSDB), Renato Zortea (PSDB) e Elton Pezzi (PP), além do presidente do PSDB, Renato Berté.

Segundo o assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Muçum, advogado Gustavo Taborda, a votação para cassação do mandato foi concluída com seis votos a três por parte dos parlamentares. Quem assume a cadeira no seu lugar do vereador é o seu suplente Alex Fronchetti (PSD).

Conforme um dos advogados do investigado, Felipe Giretta, o processo é injusto do ponto político e moral. “O vereador foi vítima de um golpe, o famoso golpe das nudes, que não é exclusividade dele, ele foi enganado, foi extorquido”, relatou. Bagnara informou para reportagem da Rádio Independente que não irá se manifestar no momento. Em maio já havia acontecido um encontro para definir o caso, mas naquela oportunidade durou apenas dez minutos e foi suspenso por conta do acusado optar em não se manifestar.

Ação iniciou em março

A ação para investigar o caso começou em março deste ano quando a denúncia contra Leonardo Bagnara (PSD) foi formalizada por meio de uma votação. Na oportunidade, foram cinco votos favoráveis, e após o processo foi instaurada a Comissão Processante. Caso tivesse ocorrido a manifestação do acusado na sessão do dia 9 de maio (que ele não quis se manifestar), teria sido feita uma votação dos vereadores para cassação ou não de seu mandato já naquele momento.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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