Vereador quer envolver MP para solucionar falta de médicos e demora nos agendamentos em Lajeado

“Só não temos hoje um colapso maior porque não temos uma doença como covid e a dengue em alta”, afirma Jones Barbosa, o Vavá


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Jones Barbosa, o Vavá (Foto: Tiago Silva)

O vereador Jones Barbosa (MDB), o Vavá, quer envolver o Ministério Público na apuração dos motivos que levam à falta de médicos e à demora no agendamento de consultas na rede municipal de saúde de Lajeado. Conforme ele, em entrevista ao Panorama desta segunda-feira (20), o requerimento à promotoria surge como opção após pedidos e cobranças apresentadas à prefeitura.

O parlamentar ressalta que a ideia é entender por que há tanta rotatividade de médicos nos postos e propor soluções para o problema, observado principalmente nas unidades de saúde dos bairros Jardim do Cedro, Olarias, Montanha e Conventos.

Vavá objetiva chamar o Ministério Público para discutir a situação e propor soluções efetivas. Ele reclama que há mais de um ano solicita à administração municipal que algo seja feito para solucionar a questão. “Eu não tenho mais resposta para dar à comunidade”, afirma, sobre os pedidos que recebe como vereador.

O parlamentar comenta que, atualmente, Lajeado não vive picos de casos de covid-19 e dengue como em meses passados, o que pressionava os atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Moinhos D’Água. Porém, os postos ainda continuam sobrecarregados e sem profissionais para atender a demanda existente, na visão de Vavá.

Segundo ele, os profissionais que atuam no sistema de saúde são de excelência. Porém, o quadro reduzido ocasiona demora no agendamento de consultas. Há bairros que registram 50 dias de espera, na sua contagem.

O vereador reconhece que a prefeitura contratou quatro novos médicos para atendimentos extras, porém, há postos que continuam desassistidos no quesito clínico geral. Ele afirma que o sistema de saúde fica sobrecarregado porque os problemas não são tratados de forma preventiva. “Só não temos hoje um colapso maior porque não temos uma doença como covid e a dengue em alta”, Vavá avalia.

“A gente vive um problema na saúde municipal de Lajeado, e só queremos uma solução”, ressalta. “Não é só para atingir e criticar, mas para construir uma solução”, observa.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

2 Comentários

  1. Enquanto isso a prefeitura que gastar 1 milhão de reais em um enfeite de águas no parque Nei Arruda , que provavelmente será danificado na primeira enchente. A prefeitura deveria gastar este dinheiro para melhorar o atendimento nos postos de saúde e na UPA.

  2. É simples…Comecem a trabalhar a mentalidade da população que posto de saúde não é lugar de buscar atestado para folga no trabalho e roda de conversa. 70% do problema já estaria resolvido.

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