Vereadores aprovam Executivo quitar dívida do Sindicato dos Professores de quase R$ 400 mil com Unimed

Parlamentares também solicitaram ao prefeito utilizar R$ 50 mil do orçamento da Câmara para aquisição de gás de cozinha


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Em uma sessão virtual que durou quatro horas, os vereadores de Lajeado aprovaram seis Projetos de Lei (PL). Um deles que gerou polêmica foi o PL do Executivo que destina ao Sindicato dos Professores Municipais de Lajeado (SPML) o valor de R$ 343.300,06 para quitar a dívida com a Unimed.


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O vereador Márcio Dal Cin (PSDB) votou contra a proposta e disse que o projeto é imoral. “Desde 2017 havia esse débito com a Unimed, e a inadimplência não é só com a Unimed, existem problemas com contas de telefones e outras coisas que aconteciam. A Unimed pode esperar para receber o valor, o PL não precisa de urgência. Há muitos empresários pedindo ajuda, e a prefeitura vai cobrir a incompetência de alguém que não soube gerir”, declara. O parlamentar se referiu a ex-presidente do SPML, Mara Goergen.

Na mesma linha foi o vereador Carlos Eduardo Ranzi (MDB). Ele concordou com Dal Cin e disse que a prefeitura sabia da dívida desde 2017 e não soube fiscalizar. “O prefeito já sabia da divida desde 2017, não era feita a prestação de contas desde 2010. isso é dinheiro público, é como pegar dinheiro dos outros e tomar decisões próprias. A própria prefeitura não soube fiscalizar o dinheiro que estava repassando”, observa.

Contudo, o parlamentar Heitor Hoppe (PP) foi a favor e disse que a prefeitura não terá prejuízos ao repassar este valor. “Todos nós prezamos pela saúde, então tenho tranquilidade em votar a favor. Isso foi feito dentro de uma legalidade com assembleia e aprovação dos professores. O município não terá prejuízos, mas concordo com todas as argumentações. Temos que garantir o plano de saúde e depois averiguar o que houve”, explica.

Outros assuntos

O vereador Sérgio Kniphoff (PT) usou seu tempo de fala, também, para comentar sobre a vinda do empresário Luciano Hang, presidente da rede de lojas Havan, em Lajeado, na última quinta-feira (8). Ele disse que não é contra a vinda da loja ao município, mas criticou o descumprimento das medidas de segurança contra a Covid-19 pelo prefeito Marcelo Caumo e o presidente da Câmara de Vereadores, Isidoro Fornari Neto, registradas em fotos com o empresário.

“Todas as lojas da cidade possuem placas informando que a entrada só é permitida com uso de máscara e distanciamento, e isso está no decreto. Mas há várias fotos onde aparece o prefeito e o presidente dessa casa sem o uso de máscara e abraçados a outras pessoas em um ambiente festivo. Isso não é intriga, mas estou cobrando que o prefeito cumpra o próprio decreto”, salienta.

Já o vereador Eder Spohr (MDB) criticou o governador Eduardo Leite (PSDB). Ele disse que é preciso governar para o Rio Grande do Sul. “Eu lamento a questão do regramento estar sendo feito por pessoas que não precisam trabalhar de dia para ganhar o dinheiro ao final do dia, pessoas que têm seu salário fixo garantido, lamentável que nosso governador esqueça que foi eleito para governar o Rio Grande do Sul, e está com a cabeça longe, pensando na presidência”, comenta.

Os vereadores também enviaram um oficio solicitando ao prefeito Marcelo Caumo a destinação de R$ 50 mil para aquisição de gás de cozinha para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), do Governo Federal. Este valor, bem como o de R$ 100 mil para compra de vacinas contra a Covid-19, serão retirados do orçamento da Câmara de Vereadores.

Outros quatro projetos que estavam na pauta do dia para serem votados nesta terça-feira foram transferidos para a próxima sessão, em acordo de todos os parlamentares.

Texto: Caroline Silva

jornalismo@independepente.com.br

1 comentário

  1. A populaçao eh pbrigada a usar mascara…..se nao usar a policia para e manda colocar ameaçando levar para delegacia….mas o dono da havan e o prefeito sao ricos neh, quem vai obrigar eles a usarem mascara?

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