Vereadores de Lajeado divergem sobre retorno das aulas presenciais

Sessão desta terça-feira (8) teve debates acerca da volta dos encontros em meio à pandemia da Covid-19. Um projeto de lei foi aprovado no encontro.


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Um projeto de lei foi aprovado na sessão desta terça-feira, 8 de setembro (Foto: Natalia Ribeiro)

Mesmo com a possibilidade de retomar as aulas presenciais pela Educação Infantil a partir desta terça-feira (8), a região de Lajeado no Distanciamento Controlado decidiu esperar e fazer o retorno em outro momento. Nenhum dos 37 municípios do grupo tem dia exato para voltar com os encontros, em meio à pandemia da Covid-19. A temática foi debatida na Câmara de Vereadores de Lajeado e dividiu opiniões.

A sessão desta terça-feira foi aberta com o discurso de Sérgio Kniphoff (PT), que aposta na avaliação de diversos pontos para tratar da reabertura ou não dos colégios. O petista, que é médico pediatra, afirmou que as crianças têm menos probabilidade de contaminar alguém, mas que, ainda assim, transmitem o vírus. Ele se disse favorável ao retorno das aulas, desde que com segurança a alunos, pais e professores.

Eder Spohr (MDB) foi mais enfático e afirmou que atividades precisam ser retomadas, seja na educação ou nos esportes coletivos. Na sessão anterior, de 1º de setembro, o emedebista solicitou liberação para o futebol e reabertura de ginásios. Ele garante que há partidas clandestinas sendo realizadas no município e fora dele.

Com ligação particular com o governador Eduardo Leite (PSDB) a vereadora Mariela Portz, do mesmo partido, argumentou que a decisão de voltar ou não com as aulas presenciais é complexa e que não há consenso formado a respeito. Falou que cada membro da sociedade tem uma opinião sobre o tema e destacou os desafios do governo.

No mesmo enredo, parlamentares pediram ajuda financeira para os motoristas de transporte escolar, paralisados desde o começo da pandemia em Lajeado, no mês de março, e aos proprietários de campos de futebol e ginásios esportivos. Eles querem que a administração municipal disponibilize recursos aos grupos prejudicados.

Municipalização avança na assembleia

Outro assunto abordado no encontro foi a municipalização da ERS-421, a Rua Pedro Theobaldo Breitenbach, no Bairro Conventos, em Lajeado. Em entrevista à Rádio Independente na manhã desta terça-feira o deputado estadual Edson Brum (MDB) projetou para 15 de setembro a votação da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A novidade e a data estimada foram celebradas pelos parlamentares, tanto da oposição quanto da situação.

Mudança na regra do calçamento

Carlos Ranzi (MDB) apresentou projeto que altera o termo de adesão em pavimentações feitas no município. Hoje é necessário que todos os moradores da via concordem com a obra e o pagamento. Ele quer mudar para 75%. O emedebista convidou os colegas para também assinarem o texto.

Para o presidente Lorival Silveira (PP) a matéria é ilegal, pois Lajeado já teria tentando a modificação, contudo, foi barrado pelo Tribunal de Contas. Se aprovada a menor participação dos contratantes a cobrança seria inscrita como contribuição de melhoria ao morador que não aderiu. O projeto tramita nas comissões internas e não há previsão para votação.

Ajuda para atingidos pela enchente

O presidente Silveira cobrou a votação do projeto de lei 080, do Poder Executivo, que abre crédito de R$ 1.650.000,00 em auxílio às pessoas atingidas pela cheia histórica de julho. Ele falou desejar que logo o recurso esteja nas mãos de quem precisa. Carlos Ranzi disse que os parlamentares têm dúvidas nas áreas a serem contempladas com recursos, citadas na matéria, e que por isso a matéria não foi liberada.

Projeto

O encontro legislativo teve um projeto de lei em pauta. O mesmo foi aprovado com unanimidade. Se trata da denominação de Rua Simão Romeu Walker, a Rua B localizada no Loteamento Jardim do Cedro III, no Bairro Jardim do Cedro. A matéria é assinada pelo vereador Antônio Marcos Schefer (MDB). A próxima sessão da Câmara de Vereadores de Lajeado está marcada para 15 de setembro, sem a presença da comunidade para evitar a aglomeração de pessoas.

Texto: Natalia Ribeiro
jornalismo@independente.com.br

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