Vereadores de Lajeado enviam moção de apoio à OAB de Lajeado em pedido de reabertura dos fóruns

Entre os assuntos debatidos na tribuna, a divergência entre parlamentares que apoiam a vacinação aos professores e os que são contrários


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Sessão foi presencial após várias semanas sendo virtual (Foto: Caroline Silva)

A sessão da Câmara de Vereadores de Lajeado desta terça-feira (27) foi presencial após várias semanas sendo virtual devido às restrições da bandeira preta. Na pauta do dia não havia Projeto de Lei (PL) a ser votado. Contudo, os parlamentares aprovaram um ofício de moção de apoio à OAB Subseção de Lajeado enviado pela presidente, Alessandra Glufke. O documento que será enviado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pede a reabertura dos fóruns e a retomada na Justiça do Estado dos prazos dos processos físicos.


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O ofício foi aprovado tendo recebido dois votos contrários dos vereadores Sérgio Kniphoff (PT) e Lorival Silveira (PP). Kniphoff argumentou que o pedido não caberia a Câmara de Vereadores. “Eu penso que isso não compete a nós, na verdade essa é uma prerrogativa que o poder judiciário tem de estar trabalhando de home office ou não, assim como nós que trabalhamos de forma remota até agora. Nós não temos o direito de estar entrando nessa discussão enquanto legislativo”, justifica.

Em contrapartida, Márcio Dal Cin (PSDB) votou a favor e disse que os vereadores deveriam pensar na população nesta decisão. “A reabertura desses órgãos está muito ligado nas demandas da população, a partir do momento que os processos da população não correm, a OAB também é prejudicada”, explica.

Cestas básicas

A vereadora Ana da Apama (MDB) enviou um requerimento ao Poder Executivo para que se estude a implantação de um restaurante popular. Além disso, a parlamentar questionou o presidente da casa Isidoro Fornari Neto (PP), sobre a questão das cestas básicas. “O que podemos fazer com as cestas básicas? Quando tivemos enchente o município fez um movimento grande, não seria o momento de se unir? Explicação não põem comida na casa de ninguém. Nós como legislativo não podemos fazer muita coisa, mas caso o senhor possa interferir e possamos ter um retorno positivo, pois palavras não resolvem”, desabafa.

Ana da Apama (MDB) falou da fome em Lajeado (Foto: Caroline Silva)

Vacinação de professores

Um tema bastante comentado na tribuna pelos vereadores foi o retorno das aulas e a vacinação aos professores. Os vereadores Alex Schmitt (PP) e Adriano Rosa (PSB), por exemplo, se mostraram contrários a imunização dos educadores neste momento. Adriano comemorou a volta das aulas, mas argumentou sobre a vacinação. “A respeito da volta às aulas, que bom que irá acontecer, mas sou contra a vacinação dos professores que não tiverem na idade para serem vacinados”, declara.

Alex Schmitt (PP) disse ser a favor do retorno das aulas, mas sem condicionante (Foto: Caroline Silva)

Na mesma linha foi Alex. Conforme ele, se esperar os professores serem vacinados para retornar com as atividades, as aulas só voltariam no próximo ano.

“Eu defendo o retorno das aulas, sem qualquer condicionante, se nos condicionarmos o retorno as aulas com a vacinação dos professores, só retornaremos ano que vem, a legislação exige que a gente cumpra o que está no plano nacional de vacinação, furar a fila de alguma categoria, na minha opinião, não é o correto”, ressalta.

Sérgio Kniphoff (PT) disse que o retorno das aulas não pode ser decidido por uma questão política (Foto: Caroline Silva)

Indo contra os argumentos dos dois parlamentares, Kniphoff defendeu a vacinação aos professores. Segundo o vereador, a solução não pode ser política.

“Se tem uma doença que mata no planeta todo a solução não pode ser política e sim obedecendo a ciência. O que a gente tá vendo aqui é que nessa discussão política, quem defende aluno parece que tá contra professor e quem defende professor parece que tá contra aluno, temos que ter ideia do que é seguro para esse retorno”, argumenta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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