Vigilância Ambiental intensifica ações em bairros de Lajeado com infestação do Aedes aegypti

Em comparação com o levantamento do ano passado, houve um aumento de 177% de focos.


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Bióloga Catiana Lanius (Foto: Paula Luciana Kern / Divulgação)

A Vigilância Ambiental, setor vinculado à Secretaria Municipal da Saúde (Sesa), direcionará as ações de combate e prevenção ao mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus nos bairros em que o Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) constatou maior nível de infestação: os bairros Santo Antônio e Planalto.

Para a realização do último levantamento do LIRAa, um sistema de informatização sorteou os quarteirões que foram trabalhados. Durante este segundo ciclo de 2020 do LIRAa, que ocorreu entre os dias 31/11 e 9/12, os agentes de endemias e os agentes comunitários de saúde realizaram a inspeção em 2.066 imóveis e coletaram 63 amostras, contendo 420 larvas de mosquitos de várias espécies.

O resultado da análise laboratorial, feita pela bióloga e coordenadora da Vigilância Ambiental, Catiana Lanius, identificou que das 63 amostras, 25 continham larvas como da espécie Aedes Aegypti, sendo 8 focos no Santo Antônio, 6 no Planalto, 3 no Campestre, 2 no Conservas e um foco em cada um dos bairros Montanha, Moinhos d’Água, Centenário, Morro 25, Americano e Olarias.

Em comparação com os resultados do levantamento realizado no mesmo período do ano passado, quando foram encontrados 9 focos, houve um aumento de 177% de focos.

Para Catiana, o aumento significativo se deve às altas temperaturas, que aceleram o ciclo de vida do mosquito, e também ao descuido da população. Com esses resultados, o município de Lajeado foi enquadrado como risco médio para transmissão de dengue, zika e chikungunya. “Isto indica que no município temos uma quantidade grande de mosquitos da espécie Aedes aegypti, o que propicia um risco médio de transmissão de doenças das quais este mosquito é vetor”, alertou Catiana.

Nas próximas semanas, os agentes de endemias realizarão visitas aos imóveis e, juntamente com o morador, inspecionarão possíveis criadouros e focos de mosquito, eliminando os que forem localizados. Além disso, orientarão sobre a importância da verificação semanal para identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito no domicílio, tanto na área externa quanto interna da residência.

Além do LIRAa, a principal atividade realizada ao longo do ano pela equipe de Vigilância Ambiental são as visitas aos imóveis para desenvolver ações educativas e de controle de criadouros. Também são realizadas visitas quinzenais em pontos estratégicos, que são imóveis com grande probabilidade de contribuir para a infestação de Aedes, como, por exemplo, ferros velhos, depósitos de sucatas e borracharias.

Como a comunidade pode ajudar

A recomendação é verificar na sua residência, uma vez por semana, os seguintes itens:

– Verifique os vasos de plantas, retirando os pratinhos. Passe esponja para limpar os ovos que ficarem aderidos.

– Cuidado com bromélias e outras plantas que podem acumular água. Revise semanalmente e remova a água, sempre que possível (se estiverem em vasos vire de cabeça para baixo).

– Verifique se há materiais em uso e que possam acumular ou estejam com água (baldes, potes, garrafas, pneus). Eles devem ser secos, tampados ou colocados em local coberto.

– Caixas d´água, tonéis ou recipientes para armazenamento de água da chuva: manter tampados sem frestas ou colocar tela milimétrica para cobrir, inclusive no ladrão.

– Recolha o material que poderá ser descartado (latinhas, embalagens plásticas, vidros, garrafas PET, etc) e coloque em saco plástico para a coleta seletiva de lixo.

– Veja se a calha está desimpedida, removendo folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento adequado da água.

– Ralos, especialmente de águas de chuva: verifique se estão com água em período seco e, neste caso, coloque tela milimétrica ou adicione, semanalmente, água sanitária no ralo.

– Piscinas plásticas pequenas: devem ser periodicamente esvaziadas ou serem tratadas com cloro.

– Piscinas fixas: devem ser limpas uma vez por semana e tratadas com cloro regularmente. AI/RC

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