Vigilância Epidemiológica traça perfil dos casos confirmados de coronavírus em Lajeado

Uma análise do perfil do total de casos aponta que 72% tinham de 20 a 49 anos.


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A Vigilância Epidemiológica (VE), setor vinculado à Secretaria da Saúde (Sesa) da Prefeitura de Lajeado, acompanha diariamente a evolução dos casos de coronavírus no município. Conforme o boletim divulgado na quarta-feira (18), Lajeado tinha 4.524 casos confirmados, dos quais 4.421 já estavam recuperados, 252 seguiam ativos e 51 foram registrados como óbitos decorrentes do coronavírus. Uma análise do perfil do total de casos apontou que 72% tinham de 20 a 49 anos, população em que a doença normalmente se manifesta de forma mais moderada. Do total, 4,35% tinham de 0 a 19 anos; 14,38% tinham de 50 a 60 anos e 9,46% estavam na população acima de 60 anos.

Os bairros com maior número de casos registrados eram Centro, Moinhos, Florestal, Jardim do Cedro, São Cristóvão e Universitário. Já na avaliação por taxa de 1.000 habitantes, o estudo indica que a doença tem se espalhado de forma homogênea em toda a cidade, com picos nos bairros Moinhos, Alto do Parque e Centro. Em qualquer das análises, não havia diferença significativa em relação ao sexo (masculino e feminino) dos casos confirmados.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Juliana Demarchi, ressalta que o agravamento da doença, a necessidade de internação hospitalar, a faixa etária e o histórico de comorbidades prévias são relacionados entre si. Do total de internações de casos confirmados para Covid-19 de Lajeado, 49% têm mais de 60 anos, e as doenças prévias mais presentes são as doenças cardiovasculares, diabetes, doenças pulmonares crônicas e obesidade. Dos pacientes com mais de 60 anos que positivaram para a doença, 25% necessitaram de internação. Já para as faixas etárias de 0 a 19, 20 a 49 e 50 a 60 anos, a taxa de internação está em 0,51%, 2,03% e 7,03%, respectivamente.

“Isso significa que, quanto maior a idade, maior o risco de internação. Por isso reforçamos sempre que a população com mais de 60 anos ou que tenha algum tipo de comorbidade deve ficar ainda mais atenta, cuidar da higienização, usar máscara e evitar aglomerações, inclusive as festas familiares com muitas pessoas. Um jovem pode se contaminar e passar bem pela doença, mas se ele levar o vírus para os pais ou avós, a situação fica mais grave, e é isso que estamos percebendo. O aumento de contaminações é de pacientes jovens, mas quem está sendo internado são pessoas com mais idade, que possivelmente estão sendo contaminadas por familiares mais jovens”, observa Juliana.

Dos 252 casos ativos contabilizados no dia 18 de novembro, 80% são de pessoas com idade entre 20 e 49 anos, com maior incidência nos bairros Centro, Moinhos, Moinhos D`Água, Florestal e São Cristóvão. Juliana explica que o aumento dos casos ativos não está relacionado à retomada das aulas, nem aos setores de comércio, indústria e serviços, mas sim ao relaxamento das medidas de cuidado e ao aumento da circulação social das pessoas. Além disso, outro fator que influencia no aumento é a ampliação da oferta de testes do tipo PCR, que estão disponíveis em maior quantidade na rede pública de saúde. Entretanto, a percepção das áreas de saúde é de que a circulação viral aumentou, tendo em vista o percentual de positividade dos testes realizados em novembro comparativamente aos meses anteriores. “O vírus circula de forma muito rápida entre as pessoas. Desta forma, aglomerações sem os devidos cuidados possibilitam a propagação da doença e, por isso, precisamos seguir agindo com responsabilidade para minimizar as chances de contágio”, disse Juliana.

Por isso, o uso de máscaras, a lavagem frequente de mãos e estar em ambientes ventilados continuam sendo os cuidados mais eficazes para minimizar a circulação de vírus. Buscar atendimento médico de forma imediata ao sentir sintomas e o isolamento também são outras ações fundamentais para evitar a transmissão do vírus. Ao sentir qualquer sintoma compatível com o coronavírus, a pessoa deve buscar atendimento médico o quanto antes e se isolar o máximo possível, em especial de pessoas com mais idade ou doenças prévias. O atendimento de saúde, público ou privado, orientará sobre a realização do teste e sobre os tratamentos disponíveis para cada caso. AI/RC


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