‘Viking’ do Capitólio se recusa a comer na prisão por falta de orgânicos

Extremista que usava chifres na invasão ao Congresso americano fez sua primeira aparição na corte federal que investiga a ação orquestrada por grupos radicais.


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Foto: Reprodução / Redes Sociais

O extremista que usava chifres na invasão ao Congresso americano fez nesta segunda-feira (12) sua primeira aparição na corte federal que investiga a ação orquestrada por grupos radicais. Mais de 90 pessoas já foram presas.

Jacob Chansley, conhecido como Jake Angeli, participou da sessão por videoconferência, já que está preso em isolamento por prevenção contra a covid-19.

Em entrevista à afiliada do canal ABC no Arizona, a mãe de Jake, Martha Chansley, disse que o filho está sem comer desde sexta-feira (8) porque a cadeia não oferece alimentos orgânicos. Ela ainda defendeu a ação do filho. “Ele é um patriota e a pessoa mais gentil que conheço”, afirmou.

Chansley é natural do estado do Arizona e responderá na Justiça por entrar/permanecer intencionalmente em qualquer edifício ou terreno restrito sem autoridade legal e entrada violenta e conduta desordenada nos terrenos do Capitólio.

Vestindo sempre referências a povos tradicionais indígenas dos EUA ou a vikings, o ativista de 33 anos, membro da organização de extrema-direita QAnon, já foi fotografado militando em outros protestos a favor de Donald Trump.

Segundo a publicação, Jake Angeli ouviu atentamente as acusações contra ele mas não respondeu. Ele afirmou que ainda está providenciando um advogado.

“Não estou realmente preocupado porque honestamente não quebrei nenhuma regra. Eu entrei por portas abertas”, disse ele em entrevista ao canal ABC, antes de ser preso.

O defensor público que representa Jake afirmou na corte que ele tem uma dieta extremamente restrita, talvez por motivos religiosos, e que não come desde que foi detido.

O juiz respondeu que isso é “profundamente preocupante” e ordenou ao defensor público de Jake que trabalhe diante do serviço de Delegados dos EUA para resolver a questão alimentar do detento.

Fonte: UOL

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