Vilões da inflação no início do ano, produtos in natura registram queda em junho

Cenoura, laranja e couve-flor estão entre os alimentos que tiveram redução no preço


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Foto: Ilustrativa

De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) responsável por medir a inflação no país, os produtos in natura, que pressionaram o indicador no início do ano, foram os itens que mais caíram de preço no mês de junho.

Segundo a divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cenoura, que chegou a apresentar alta de 55,41% em fevereiro deste ano, na pesquisa de junho apresentou queda de 23,36%.

Em seguida, aparecem com diminuição de preço as laranjas baía e lima, com queda de 20,87% e 11,48% nos preços, respectivamente. Além da cenoura e da laranja, o açaí (-10,22%), a couve-flor (-10,13%), o repolho (-8,75%), a cebola (-7,06%) e o inhame (-6,69%) apresentaram baixas significativas.

Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Alberto Ajzental, os produtos agrícolas têm uma sazonalidade, ou seja, cada um tem época propícia de plantio e colheita. Mas no caso dos legumes e verduras que apresentaram as altas expressivas no início de 2022, o principal fator foi o clima: “Quando você fala das hortaliças e legumes, ou seja, batata, tomate, cenoura, cebola por exemplo, que subiram muito de preço no começo do ano, foi fator climático. Mas eles têm um ciclo curto, então mesmo que o plantio tenha sido afetado, quando você volta com o replantio, em três ou quatro meses já pode ser colhido de novo”.

O último boletim hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já apontava uma tendência de queda nos preços dessas hortaliças. “A produção constante em Minas Gerais, notadamente na Região de São Gotardo, bem como em outras áreas importantes, tem garantido oferta suficiente para manter os preços em baixa”, aponta o documento.

Apesar da redução verificada em parte dos itens, o grupo de alimentação e bebidas teve alta da inflação em junho, de 0,8%, puxada pelo leite longa vida, com um aumento de 10,72%, além do feijão carioca (9,74%) e do consumo fora do domicílio (1,26%).

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