Vivemos a vida real ou uma vida de ilusões?

A importância de separar a ilusão e realidade


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Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS (Foto: Tiago Silva)

No livro “A República”, de Platão, há uma história que, para muitos, é considerada a mais importante da filosofia. Chama-se “O Mito da Caverna”. Conto ela aqui, de forma breve e com liberdade poética, para que possamos desenvolver alguns pontos relevantes para nossa existência. Na história, haviam três jovens presos em uma caverna, acorrentados pelas mãos e pelos pés de tal forma que não permitia que eles enxergassem a luz, gerada por uma fogueira, fazendo com que eles enxergassem, apenas, sombras. Os jovens nunca haviam saído da caverna. Nunca. O que eles conseguiam ver era, apenas, sombras projetadas na parede ao fundo da caverna. Os três jovens passaram a vida deslumbrados pelas imagens projetadas, apaixonando-se pelo que viam.


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Certa vez, um dos jovens se libertou das correntes e conseguiu sair da caverna. Como nunca tinha visto a luz do sol, teve sua visão ofuscada pela claridade até que seus olhos se acostumassem com a luminosidade. Depois da adaptação, o jovem começou a ver que as sombras que ele via antes eram, apenas, ilusões. Não era a verdadeira realidade. As imagens reais eram infinitamente mais belas do que as sombras. Foi aí que o jovem resolveu voltar para a caverna para compartilhar com os outros dois jovens o que havia descoberto. Porém, como os jovens estavam apaixonados pelas sombras refletidas na parede, eles não acreditaram no relato do jovem que tinha visto a luz e a realidade.

Essa história é reveladora. Muitos de nós agimos exatamente da mesma maneira ao longo de nossas vidas. Acreditamos que a nossa realidade é a verdadeira realidade, mas estamos enxergando, apenas, sombras e ilusões. Temos nossa visão ofuscada por nossas crenças ou crendices, pensando que coisas superficiais e passageiras, como bens materiais, são as coisas mais importantes em nossas vidas, enquanto o belo da vida está no que não é material. Temos dificuldade de nos libertar pois estamos presos em algumas de nossas convicções exageradas.

Somente o conhecimento afasta o medo. Temos que ir ao encontro da luz, que é a sabedoria. Precisamos enfrentar essa caminhada até nos habituarmos com essa luz. Porém, o caminho para obtermos a sabedoria não é tão simples quanto parece. É preciso enfrentar a nós mesmos. Para isso, é fundamental que tenhamos mentores que possam nos auxiliar nessa busca. Os jovens que permaneceram na caverna não acreditaram no amigo que estava cheio de boas intenções, optando por permanecer aprisionados naquela caverna de ilusões.

Em nossas vidas, jamais devemos temer a luz, temer a sabedoria. Devemos ter medo das trevas, temer a escuridão. Compreender que quem somos internamente acaba refletindo nas nossas ações, e nossas ações são o ventre dos nossos resultados. Espero, sinceramente, que você esteja sempre em busca de crescimento, se tornando uma pessoa melhor e mais sábia a cada dia, para que você possa desfrutar mais da vida e do trabalho. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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