Você conhece o “caminho das pedras”?

Decidir apenas com a nossa própria cabeça pode nos impedir de encontrar soluções que existem, mas que não estavam claras em nossas mentes.


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Foto: Reprodução

Com liberdade poética, conto, aqui, uma história que é inspiradora e traz consigo uma profunda reflexão sobre a vida. Ressalto que não se trata de religião, mas sim, de uma relevância a respeito do tema “sabedoria”. Havia um padre que tinha como “hobby” a pescaria. Costumava convidar seus “coroinhas” para ir junto, e as tardes eram sempre muito prazerosas. Certo dia, um novo “coroinha” resolveu aceitar o convite e foi junto pela primeira vez na pescaria, que costumava acontecer sempre no mesmo local, na beira de um riacho que passava nos fundos da Igreja.

Logo na chegada, o jovem novato arremessou a sua linha no riacho, entusiasmado com a possibilidade de pescar os mais belos peixes. Quando resolveu recolher a linha, percebeu que ela estava trancada em alguns galhos. Nesse momento, o Padre solicitou que o coroinha mais experiente fosse até lá e soltasse a linha. De forma surpreendente, o coroinha atendeu a solicitação do Padre e começou a “andar sobre as águas” para soltar a linha do colega. Foi quando o coroinha novato perguntou:

– O que é isso, Padre?
E o Padre respondeu:
– É a fé, meu jovem.

O jovem coroinha ficou surpreso com o que viu, colocou uma nova isca no anzol e arremessou a linha no mesmo local. Novamente, a linha ficou trancada e o coroinha mais experiente foi soltá-la, “andando sobre as águas”, da mesma maneira que havia feito antes.

O jovem coroinha, intrigado com aquilo, ficou ainda mais impressionado com o que havia visto. Iscou novamente o anzol e arremessou a linha no mesmo local, pela terceira vez. Ao puxar a linha, percebeu que a mesma estava trancada. Foi aí que ele se levantou carregado de fé, tentou “andar sobre as águas”, como seu colega mais experiente havia feito. No primeiro passo, um mergulho profundo no riacho e um banho de água fria.

Naquele momento, o Padre chama o coroinha mais experiente e pede para que ele ensine ao amigo, o caminho das pedras que estavam logo abaixo da lâmina d’água que permitiam que ele andasse pelo riacho pisando nas pedras sem se molhar.

Essa história traz uma série de ensinamentos para nós. Muitas vezes vemos outras pessoas colhendo resultados extraordinários e, quando tentamos fazer o mesmo, não conhecemos o “caminho das pedras”. Muitos de nós temos a mania de achar que sabemos tudo, e quando somos solicitados a fazer o nosso melhor, decidimos intuitivamente, através de “achismos”, enquanto outros sabem exatamente o que estão fazendo.

Num mercado cada vez mais competitivo, confiar as nossas decisões a quem não sabe o que está fazendo pode ter como consequência um prejuízo gigante. É por este motivo que repetimos incansavelmente que, pedir para quem sabe, é saber a metade. É assim com advogados, contadores, consultores. É assim com mentores, administradores, doutores. Enfim, saber a quem recorrer em todos os momentos pode ser um grande diferencial competitivo.

Decidir apenas com a nossa própria cabeça pode nos impedir de encontrar soluções que existem, mas que não estavam claras em nossas mentes. E você? Costuma submeter suas decisões a uma assembléia de vozes? Você costuma consultar especialistas quando se depara com situações importantes? Você costuma pedir que te digam qual é o “caminho das pedras”? Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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