Você costuma estender a mão a si próprio?

Se estiver esperando um ano melhor, quero lembrar que é preciso algum movimento de sua parte


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Foto: Ilustrativa

“I’m begging, begging you.” É bem provável que você já tenha ouvido essa música alguma vez nos últimos meses. Ela está em tudo. A mim, soa como um grito, daqueles que capturam. Fica difícil passar incólume, sem se afetar de alguma forma. O verso gruda na gente, e saímos repetindo “I’m begging, begging you!”.

E o que isso quer dizer? Traduzindo para o português, seria: “Eu estou implorando, implorando para você.”. Mas implorando o quê? O verso seguinte responde: “Então estenda sua mão carinhosa, amor.”

A canção segue com uma temática romântica, mas marcada o tempo todo por essa súplica. E pensei que talvez seja por isso que, mesmo sem saber exatamente o que dizia o hit da banda italiana Maneskin, tanta gente se identificou. Porque esse clamor lateja em todos nós, especialmente nesta época, e não de um ano qualquer.

Tamara Bischoff, jornalista e psicóloga (Foto: Rodrigo Gallas)

Estamos precisando muito de uma mão que nos guie, que nos ajude a caminhar pela vida. Uma mão com superpoderes, que nos tire da incerteza que foram os dois últimos anos, e que nos garanta um futuro mais estável. Uma mão que traga de volta nossas certezas e seguranças.

E cadê essa mão? Bem, esse é um trabalho de cada um, descobrir onde está a sua. Tem gente que procura em um amigo, em um chefe, em alguma autoridade. Tem aqueles que a buscam num filho, na mãe ou no pai, no colega de trabalho, no irmão, no vizinho, num profissional da saúde. E tem também os que remexem o Instagram nessa caçada.

E essa mão carinhosa pode estar mesmo em todos esses lugares. O legal da coisa é quando você consegue descobrir o que você está pedindo, de fato, qual é a sua súplica.

Para que isso aconteça, é preciso que você estenda primeiro sua mão a si próprio, e seja amoroso consigo mesmo. Talvez daí você consiga caminhar pela vida com mais autonomia e não precise implorar o tempo todo por tantas outras mãos.

Portanto, se estiver esperando um ano melhor, quero lembrar que é preciso algum movimento de sua parte. O ano, por si só, não faz nada. Quem faz é você!

Texto por Tamara Bischoff, jornalista e psicóloga

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