Você é bom ouvinte? Saber conversar é diferente de saber falar

Saber ouvir é tão importante quanto saber contar um "causo"


0
Foto: Ilustrativa

Napoleon Hill, em várias de suas obras magistrais, afirma que pessoas bem sucedidas possuem uma personalidade agradável. Dentre as características dos que possuem extraordinário magnetismo pessoal, está a capacidade de conduzir uma boa conversa. Observe seu círculo de convivência: há pessoas que são boas de papo e, outras, nem tanto. Você já deve ter reparado que alguns conversam prazerosamente, fazendo com que o tempo voe e você nem perceba, uma vez que há troca de assuntos e todos compartilham suas idéias, informações, experiências e pontos de vista. Já outros, tornam a conversa um monólogo. São pessoas que sabem falar, mas não sabem conversar.

Outro dia, observava uma roda de conversas onde uma pessoa comentou que estava com dor nas costas. Ela mal havia terminado sua expressão quando outro cidadão, daqueles que falam pelos cotovelos, começou a relatar desenfreadamente sobre as dores que ele sentia pelo corpo todo. Foram vários minutos e inúmeras dores reveladas. Foi como se um tivesse puxado o gatilho que desencadeou na metralhadora de palavras doutro. Depois de um bom tempo, a pessoa ainda não havia percebido que, ao invés de conversar, ela estava falando sozinha. Você certamente já se deparou com uma situação onde você começou a contar uma história e foi interrompido por alguém que empilhou histórias dela, sem permitir que você concluísse a sua. Pois é: a arte de conduzir uma boa prosa é uma característica fundamental para quem busca aumentar o magnetismo pessoal.

Saber ouvir é tão importante quanto saber contar um “causo”. As rodas de conversa são momentos de troca, onde aprendemos e ensinamos. Estamos em período de confraternizações e os encontros com entes queridos, familiares mais distantes, círculo de amizade e com colegas são mais frequentes. Uma boa dica é elevar a auto percepção e dividir o tempo de forma justa entre os envolvidos na roda de conversa. Por vezes, estamos tão focados em falar que desperdiçamos a oportunidade de ouvir. E como vamos educar nossos filhos se não conseguimos ouvi-los? Como teremos um bom relacionamento conjugal se não escutarmos atentamente nosso cônjuge? Como seremos bons vendedores se não soubermos ouvir nossos clientes? Como seremos bons líderes se não escutarmos os anseios dos nossos liderados?

Ah, se as pessoas soubessem a importância de saber ouvir. Ah, se soubéssemos o impacto gerado ao falar do que interessa a outra pessoa e ouvi-la atentamente. É como diria a música: “saber ouvir é mais saber”. Espero que, em 2022, sejamos mais ouvintes… Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui