EPI’s, vacinação e testagem dos profissionais são as exigências para o retorno às aulas presenciais, diz diretor do 8º núcleo do Cpers/Sindicato

"Manter as escolas fechadas para preservar a vida": Gerson Luis Johann diz que não é o momento de retornar, "pois ainda estamos no pior momento da pandemia"


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Diretor do 8º núcleo do Cpers/Sindicato, Gerson Luis Johann (Foto: Joel Alves / Arquivo / Rádio Independente)

O retorno das atividades presenciais nas escolas Estaduais está condicionada, principalmente, à disponibilização de EPI’s, vacinação e testagem dos profissionais, diz o diretor do 8º núcleo do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato), Gerson Luis Johann. Além disso, deve haver segurança sanitária e adequação aos espaços físicos para que haja distanciamento entre os alunos.


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Segundo ele, as condições foram corroboradas em reunião ainda no mês de janeiro. Naquele momento, não se tinha previsão do atual cenário da pandemia — o pior vivido no Brasil até aqui. “Não é o momento apropriado para o retorno das aulas”, enfatiza Johann.

“Nosso entendimento é que continuamos com uma taxa de contaminação muito elevada. Estamos ouvindo o que a ciência está nos dizendo. Nós vimos, ontem, cerca de 4,2 mil pessoas virem a óbito devido à contaminação da Covid-19. Isso é como perdermos toda a população de alguns municípios da nossa região”, diz ao justificar a posição do sindicato de “manter as escolas fechadas para preservar a vida”.

O diretor do 8º núcleo do Cpers/Sindicato diz ainda que o Estado não ouviu as reivindicações dos professores. Ele cita que houve “grande prejuízo” para os alunos neste ano de pandemia, pois boa parte carece de materiais que possibilitem acompanhar as aulas virtuais.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

4 Comentários

  1. CPERS sindicato de pelego…. só querem ficar mamando…. receber sem trabalhar, aí é bom né ? Todas as atividades voltando e os bonitos querem ficar em casa… então não vão a mercados, passear e tomar chimarrão no vizinho ! Hipócritas, monstros ! Não sei como dormem a noite, sabendo o mal que causam a tantas crianças.

  2. Vacinação já ao grupo de professores. Coloquem como prioridade… Eles não irão voltar, infelizmente, sem a vacinação. Diferente de tantos demais profissionais que não pararam de trabalhar um único dia… Mas se os profissionais de segurança pública entraram como prioridade, coloquem os Professores também. Educação deve ser prioridade!

  3. Impressionante!!! Enquanto profissionais de saúde e servidores de segurança pública tinham que trabalhar mesmo sem vacinas, professores não podem trabalhar mesmo seguindo as regras dos protocolos. Não sabem o mal que isso ocasiona em relação à saúde mental das crianças e também aos pais que trabalham e não tem onde deixar seus filhos. Por essas e outras que devem ser extintos esses sindicatos que não servem para nada.

  4. a quantidade de horas que as crianças e adolescentes ficam na frente da tela deve ser levado em consideração. para aqueles que tem o privilegio de ter tela e aulas on-line,será que todos tem?

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