Volta do horário de verão: “Tecnicamente, só vejo benefícios”, afirma professor de engenharia elétrica

“A questão do não vantajoso vai muito mais pela questão da mudança da rotina de vida das pessoas”, nota Juliano Schirmbeck


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Coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Univates, Juliano Schirmbeck (Foto: Tiago Silva)

A possibilidade do horário brasileiro de verão retornar ganhou corpo em função da crise energética que o país passa. A chuva abaixo da média necessária para encher os reservatórios prejudica o funcionamento das hidrelétricas e força o acionamento das termoelétricas, uma geração de energia mais cara, custo repassado aos consumidores.

O horário de verão foi criado na década de 1930 e até 1985 era adotado, mas não de forma anual. De 1986 até 2018, foi adotado anualmente, até que foi extinto por decreto pelo governo Bolsonaro. Para abordar o tema e discutir o que o retorno acarretaria na vida das pessoas e qual economia ele representa, o programa Redação no Ar recebeu o coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Univates, Juliano Schirmbeck, nesta segunda-feira (18).

“Todo o movimento que pode favorecer a um processo de economia de energia, redução de consumo ou distribuição do momento de maior consumo pode ajudar no enfrentamento dessa crise”, destaca o professor. Conforme Schirmbeck, a redução do consumo em si não ocorre tanto pelo horário de verão, mas pelo deslocamento do momento de pico.

“Isso é muito bom porque nesse momento é que tem que entrar as termoelétricas para suprir o pico de consumo. A energia produzida pelas termoelétricas é mais cara em função do consumo do gás. Nesse momento, um horário de verão iria fazer o mesmo efeito de diluir. Porém, não tem tanto efeito como antigamente porque o nosso pico de consumo está ocorrendo à tarde, às 15h, em função principalmente do uso dos ares-condicionados, nota.

“É difícil a gente ser taxativo, se iria resolver ou não a volta do horário de verão”, analisa o professor da Univates. “Quando a gente tem momento crítico ao sistema energético, qualquer ação favorável iria ajudar. Tudo ajuda um pouquinho o sistema. Por isso que veio à tona o tema. Tecnicamente, eu só vejo benefícios. O grande problema é a interferência na rotina das pessoas”, pondera. “A questão do não vantajoso vai muito mais pela questão dessa mudança”, nota, antes de reconhecer que “sempre vai ter posições opostas”.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

2 Comentários

  1. Não sei que benefícios! Pra quem seria? Para as concessionárias?
    E me diga uma coisa: em que universidades vocês estudam que lhes ensinam que os reservatórios precisam de chuvas para permanecerem no nível para gerar energia? Gente, parem de nos tratar como idiotas. Para acreditar nisso, é necessário acreditar também que os reservatórios, após suas construções, receberam toda aquela água com a população enchendo com baixinhos, ou esperar uns 30 anos para encher com água da chuva, principalmente no Rio de Janeiro, onde chuvas sempre foram raridade.
    Vai enganar outro. A maioria que não tem neuronios acredita, mas a mim não enganam com essas besteiras.
    É ridículo ver engenheiros falando essa asneira.
    Quanto recebe para falar idiotices assim?

  2. Só pode estar falando uma bobagem dessas por conta de querer benefício de algum empresário do ramo comercial… Me admiro dar espaço pra uma idiotice dessas…

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