Volume previsto preocupa, mas chuvas dispersas dão mais tranquilidade, analisa prefeito de Muçum

Intensidade das cheias depende de uma série de variáveis, como a chuva na parte alta, nas chamadas cabeceiras, destaca Mateus Trojan


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Foto: Rodrigo Gallas / Arquivo Rádio Independente

No último sábado (30), o município de Muçum foi um dos primeiros do Vale do Taquari a alertar e a divulgar a possibilidade de cheia do Rio Taquari devido ao volume de chuvas previsto para esta semana. Conforme o prefeito Mateus Trojan, o trabalho preventivo se deve ao trauma da enchente histórica de 2020. De acordo com ele, até hoje muitas famílias não se recuperaram por completo. “Neste momento a situação ainda é estável, é somente de alerta por toda chuva prevista nas regiões altas, de onde a gente recebe as águas”, comenta o prefeito, em entrevista ao Redação no Ar da tarde desta terça-feira (3).


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Segundo Trojan, o cenário mais drástico se observa quando o rio supera a cota de 17,5 a 18 metros na região de Muçum. Por volta das 15h30 da tarde desta terça, o nível estava em 11m, distante do início dos alagamentos e remoção de famílias, aponta.

“Pelos volumes de chuva previstos nas regiões mais altas, nas chamadas cabeceiras, a situação seria sim preocupante”, afirma. “Mas os aumentos gradativos e as chuvas terem sido dispersas e calmas nos têm dado um pouquinho de tranquilidade”, avalia.

“A gente continua em alerta, já temos um plano de ação relativamente estruturado para agir em caso de necessidade, e estamos no aguardo para ver se vai ser necessário ou não. Nesse momento, a gente acredita que não chegará, mas não podemos descartar a hipótese”, adianta.

Em caso de necessidade, a Defesa Civil municipal deve usar o ginásio municipal de esporte, o salão paroquial e uma estrutura no bairro São José Marcolin. Os desabrigados não devem ficar juntos com seus móveis, por comodidade e melhor organização.

Segundo explica o prefeito, o volume de água da região de Santa Tereza chega a Muçum após cerca de três horas. Trojan tem cuidado em fazer previsões, mas comenta que “se seguir nesse ritmo, a gente vai chegar a 15 a 15,30 metros na madrugada de terça para quarta-feira”. Conforme ele, nesse nível afeta algumas vias, mas prejudica o trânsito por completo no município.

“É uma fotografia de momento, pelos dados atuais. Depende de uma série de variáveis. Por exemplo: o quantitativo de chuvas das regiões mais altas, que foi relativamente estável com chuvas menos intensas pela manhã, mas que tem previsões de milímetros mais excessivos para hoje e amanhã. Se isso vier a se concretizar, talvez esse cenário mude, mas a gente não acredita.”

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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