Voluntárias costuram máscaras de tecido para doação em Westfália

Estimativa é produzir seis mil unidades, as quais serão doadas para a comunidade e entidades de saúde.


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Nas últimas semanas é o barulho das máquinas de costura que vêm quebrando o silêncio em Westfália, num momento em que a região se voltou para um período de isolamento social como forma de prevenção ao Coronavírus (Covid-19). Frente a uma nova realidade, que restringiu diversas atividades e alterou a rotina de muitas pessoas, é em meio a tecidos, elásticos e linhas que a solidariedade tem se consolidado, através da esperança em dias melhores, mesmo com o mundo todo enfrentando uma pandemia.

A partir da recomendação do Ministério da Saúde para o uso de máscaras por todas as pessoas, como barreira física de prevenção ao Coronavírus, um grupo de 14 mulheres voluntárias têm unido necessidade com oportunidade e se dedicado à costurar máscaras de tecido. Quatro delas se concentram no Salão de Beleza Marisa, no Centro de Westfália, e as demais recebem os tecidos recortados e costuram as máscaras em suas próprias casas.

As máscaras de tecido tricoline são destinadas à comunidade westfaliana e as de TNT para a Unidade Básica de Saúde de Westfália e para o Hospital Ouro Branco de Teutônia. As máscaras estão sendo distribuídas gratuitamente, sendo que até o momento, no total, mais de três mil unidades já foram costuradas – 2,3 mil para os munícipes e 1 mil para as instituições de saúde. A projeção do grupo é de confeccionar seis mil máscaras ao todo.

O grupo, idealizado pela munícipe Marisa Wahlbrinck, está disposto a receber mais pessoas que tenham interesse em ajudar, reconhecendo o esforço daquelas que estão colaborando até o momento: Marlisa Kliks, Melisa Docena, Maristela Horst, Patrícia Wahlbrinck, Hedi Landmeier, Adriana Henrichs, Neide Sand, Rosane Goldmeier, Iara Lindemann, Aneli Dickel, Ieda Dickel, Ingrid Marasca, Celita Feldman e Elia Lagemann.

As voluntárias que gostariam de colaborar podem entrar em contato pelo telefone (51) 3762-4717 e receberão os tecidos já cortados, em suas próprias residências. “Pensamos que se todos fizerem um pouco, tomarem cuidado, saírem de casa só quando necessário e se higienizarem corretamente, podemos vencer essa luta mais rápido. Fazemos nossa parte com a esperança de que todos façam a sua”, ressalta Marisa.

A idealizadora do grupo agradece as voluntárias pelo empenho e dedicação. “Ainda existe muito trabalho a ser feito, e pedimos a colaboração da comunidade westfaliana em todos os sentidos: usem máscaras, lavem as mãos e tomem todos os cuidados cabíveis. É melhor toda medida parecer exagerada agora, do que ineficiente depois”, sugere Marisa. AI / GH


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