Voluntários realizam ação para incentivar a doação de órgãos de Lajeado

Transplantados participaram da mobilização que distribuiu panfletos pela cidade neste sábado.


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Foto: Grupo de Voluntários se reuniu no Posto Faleiro ( Foto: Rodrigo Fangmeier)

Um grupo de cerca de 30 voluntários realizou uma ação para conscientizar e incentivar a doação de órgãos, em Lajeado, na manhã deste sábado (26). A ação teve como base o Posto Faleiro, no Centro, onde foi montado um QG. No local houve a divulgação da campanha, com a presença de algumas pessoas transplantadas. Em outros semáforos da cidade, os voluntários distribuíram cerca de cinco mil panfletos com informações sobre doação de órgãos.


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O material explica que é importante que todos avisem suas famílias sobre o interesse de doar órgãos e que a doação só será feita após a autorização familiar, por escrito, para a remoção dos órgãos. Também informa que 41.455 pessoas aguardam um órgão no Brasil; que mais de 40% das famílias não autorizam a doação de órgãos e que oito pessoas podem ser salvas por um único doador.

Panfletos foram distribuídos em semáforos da cidade (Foto: Ricardo Sander)

Uma pessoa que teve a sua vida salva por um doador foi a dentista Aline Maske (30), natural de Vale do Sol, que há um ano e dois meses passou por um transplante de coração. Ela conviveu com a doença cardíaca por 14 anos e quando começou a atingir outros órgãos, após dois meses na fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS), consegui a doação tão esperada. “Em menos de 20 dias eu recebi o meu maior presente: uma família disse sim e eu pude continuar vivendo. Sou muito grata a eles, a minha família que sempre me apoiou, a equipe dos médicos, a tudo o que o transplante tem me proporcionado. Graças a isso eu posso seguir a minha vida, viver os meus sonhos e realizar os meus planos”, vibra.

Aline fala da importância da mobilização. “É uma honra enorme. Nós, transplantados, somos a prova de que a vida pode e deve continuar. Aquela família que tem essa chance, que diga sim, porque um salva oito. E nem são só oito, porque é uma família toda que é salva e a própria família que doa eu acho que sai muito feliz”, comenta.

A dona de casa lajeadense Aneli Jung (70) e sua filha, a enfermeira Patrícia Jung (44), de Estrela, possuíam doença policística e passaram por transplantes de fígado e rim. A mãe ficou oito meses na fila e operou há quase cinco anos. A filha esperou um ano e oito meses e operou em 2019. “Agora é vida normal, diz Patrícia.

Panfletos foram distribuídos em semáforos da cidade (Foto: Ricardo Sander)

A ação foi realizada um dia antes do Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado neste domingo (27). A campanha faz parte do chamado Setembro Verde para a sensibilização de pessoas e famílias para aderirem à causa da doação de órgãos. Muitas vezes, o transplante de um órgão é a única esperança de vida ou oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação.

Texto: Ricardo Sander
ricardosander@independente.com.br

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