“Votamos contra a pressão”, justifica presidente do Legislativo de Fazenda Vilanova, sobre compra de escavadeira

Délcio Paulo de Souza (Republicanos) nega questões políticas e lamenta confusão na sessão da segunda-feira


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Délcio Paulo de Souza, presidente da Câmara de Vereadores de Fazenda Vilanova (Foto: Luís Fernando Wagner)

O presidente da Câmara de Vereadores de Fazenda Vilanova, Délcio Paulo de Souza (Republicanos), falou, na manhã desta sexta-feira (11), sobre a confusão na sessão do Legislativo da segunda-feira a noite (7). Na ocasião, cerca de 150 pessoas estiveram na sede da Câmara para cobrar a aprovação do projeto que autoriza a compra de uma escavadeira hidráulica, perfuração de poços artesianos no interior e compra de calcário. O clima esquentou e a Brigada Militar precisou ser chamada para acompanhar o resto da sessão, e assim, garantir o andamento dos trabalhos.

O projeto não estava na ordem do dia, mas diante da pressão popular, Souza acabou pautando a matéria, que foi aprovada por cinco votos a quatro. O situacionista Léo Motta (PDT) ponderou que o episódio é inusitado, já que todos os vereadores haviam assinado indicação pedindo ao Executivo o envio do projeto para a compra do implemento. Porém, na hora de votá-lo, quatro deles — todos da bancada de oposição — posicionaram-se contra a iniciativa. “Foi uma questão política, porque esse investimento beneficiaria muitas pessoas e iria gerar um efeito positivo para a atual administração”, justifica.

Por outro lado, Délcio de Souza explica que reconhece a importância dos investimentos, mas justifica seu posicionamento ao apontar a falta de tempo para analisar o teor da matéria, além do valor elevado que o município precisará despender. “Nós baixamos o projeto para analisa-lo. Nós já temos mais de R$ 5 milhões de dívidas. São R$ 400 mil de contrapartida da prefeitura, mais uma emenda da R$ 239 para a compra da máquina. Não é possível votar mais um endividamento sem analisar. Eu não vou votar sob pressão. O implemento é muito importante, mas estão tirando R$ 239 mil, que deveria ser destinado para outro projeto muito importante, que é a Patrulha Agrícola. Nós não votamos contra a escavadeira hidráulica, nós votamos contra a pressão”, argumenta.

Souza lamenta os desdobramentos da sessão da segunda-feira (7), e afirma que a manifestação foi orquestrada. “As pessoas foram para a Câmara, mobilizadas por alguém. É só ver as redes sociais. Lamento muito que, em plena pandemia, tenha ocorrido uma aglomeração dessas.”

Após toda a confusão e com o aval do Legislativo, a autorização para a compra da máquina foi remetida ao Executivo, e aguarda a sanção do prefeito Amarildo Luis da Silva (PDT).

Texto: Luís Fernando Wagner
noticias@independente.com.br

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