Voto impresso: retrocesso ou segurança?

Opinião, os bastidores da política e as notícias 'quentes' da região na coluna do Fabiano Conte


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O presidente Jair Bolsonaro está convencido de que há uma trama para fraudar a eleição presidencial de 2022. Alega que as pesquisas que estão sendo divulgadas são suspeitas. Para ele e seu grupo político, a forma de evitar “fraude” seria o chamado “voto impresso”, que garantiria a recontagem em seções de votação sob suspeita na apuração. Há anos o Brasil instituiu o voto em urna eletrônica e desde então, em todas as instâncias, as autoridades sempre asseguraram que é um sistema sem risco de ser fraudado. Não deixaríamos de votar em urna eletrônica, com uma possível mudança. Mas o fato de poder auferir, será que não nos remeterá a um retrocesso, ou a ideia de Bolsonaro e sua turma nos daria segurança maior no pleito?


Sem reajuste

O Senado aprovou projeto de lei do senador Lasier Martins (Podemos-RS) que barra o reajuste anual dos remédios em 2021, durante a emergência de saúde gerada pela pandemia da Covid-19. Caso aprovado também na Câmara e sancionado pelo Executivo, vai anular aumentos autorizados este ano, mas sem direito a reembolso de valores pagos a mais. Em plena pandemia, em crise econômica, não é admissível que medicamentos sejam reajustados, em alguns casos acima dos 10%. Proposta positiva do Senado.


CTGs no Nota Fiscal
O vereador de Lajeado, Deolí Gräff (Progressistas), é integrante da Frente Parlamentar dos Vereadores pela Tradição Gaúcha, que conta com a participação de mais de 70 vereadores do Estado, representando a 24ª Região Tradicionalista. O grupo fez a entrega ao governador Eduardo Leite, documento reivindicando a inclusão dos CTGs e todas as entidades tradicionalistas no programa Nota Fiscal Gaúcha. Para contar com apoio da Assembleia Legislativa, Gräff reuniu-se com o Deputado Estadual Ernani Polo (Progressistas) nesta semana. Lajeado possui sete CTGs e na região do Vale do Taquari são 77 CTGs e entidades tradicionalistas, que poderão ser beneficiados com recursos do Nota Fiscal Gaúcha.

Foto: Divulgação

Em busca de recursos
O Ministro Onyx Lorenzoni recebeu mais prefeitos da região nessa semana. Entre eles, de Colinas Sandro Herrmann, Gramado Xavier José Marcelo Laufer, Paverama Fabiano Brandão, Progresso Paulo Gilberto Schmitt, Sinimbu Sandra Marisa Roesch Backes, Travesseiro Gilmar Luiz Southier, Tabaí Arsênio Cardoso e Canudos do Vale Maico Berghahn (vice-prefeito). Além da Secretária da Cultura de Estrela Carine Schwingel. O secretário Parlamentar da Câmara Federal Felipe Diehl fez a articulação. Nas fotos, prefeito de Colinas Sandro Herrmann e a ex-primeira dama de Estrela, Carine, primos irmãos, na capital Federal.

Onyx Lorenzoni com o prefeito de Colinas, Sandro Herrmann (Foto: Divulgação)
Onyx Lorenzoni com a secretária de Cultura de Estrela, Carine Schwinge (Foto: Divulgação)

Projeto a Federal
Grupo político próximo ao prefeito de Lajeado Marcelo Caumo defende sua candidatura na eleição de 2022. Como o próprio Caumo já falou que não pretende concorrer a estadual para não “atrapalhar” outros pré-candidatos de partidos do governo, o projeto passaria para uma candidatura a federal. O percentual obtido na reeleição passada e a boa aceitação de seu governo dão “gás” para Caumo concorrer. Espaço para isto tem.


CURTAS:

** Em Maceió, nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro rodopiou o polegar direito no meio da palma da mão esquerda, sinal de ladroagem, ao passar na frente de um grupo de manifestantes que estavam com bandeiras do PT.

** Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que contra Bolsonaro, votaria em Lula na eleição de 2022.

** Prefeito Marcelo Caumo teve seu WhatsApp clonado. E as tentativas de golpe ocorreram.

1 comentário

  1. Sr. Fabiano ! o Sr. confia nas urnas, tanto quanto confia no stf, câmara dos deputados e senadores ??? Não tente me enganar. Quando compra com cartão de crédito recebe ou não o comprovante do pagamento com seu devido valor e vencimento ??? Serve para tirar dúvidas, caso o Sr. não confira na hora, ou confie demais no comércio recebedor. Portanto é sim necessário o voto impresso. Qual é o problema ??? No futebol tem var, porque nas eleições não pode ter ???

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