Vovolar pede ajuda para manutenção dos serviços e pagamento de despesas da instituição em Lajeado

Local recebe repasse financeiro da prefeitura, mas valor não cobre todas as despesas. Há custos com medicamentos em atraso. Saiba como ajudar


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Local recebe diversas doações, desde alimentos a produtos de higiene e valores financeiros (Foto: Gabriela Hautrive)

A Vovolar, Instituição de Longa Permanência para Idosas com sede em Lajeado, que conta com 16 moradoras, está precisando de ajuda para manter o atendimento, pagamento de funcionários e manutenção da casa. Conforme a coordenadora, Glaci Buzonn Garcia, há necessidade de ajuda para diferentes demandas, desde a manutenção do espaço até a doação de materiais de higiene, limpeza e recursos financeiros para quitar salários dos funcionários e custos com medicamentos. Além disso, a casa recebe doação de alimentos, que sempre são bem-vindos, mas que não é uma necessidade urgente neste momento. Atualmente, a maior preocupação está com o pagamento de medicamentos, pois somente para a farmácia há dívidas com três meses de atraso, totalizando cerca de R$ 5,6 mil.


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Segundo Glaci, a instituição recebe cerca de R$ 17.800 de repasse por parte da Prefeitura de Lajeado, porém, o valor não cobre todas as despesas do local. “Para respirar, até o final do ano, precisaríamos de uma média de uns R$ 30 a R$ 32 mil mês, pois isso tiraria nós do sufoco que estamos hoje”, relata. Conforme ela, já foi feito um pedido para administração municipal para que seja feito um acréscimo no valor que é destinado pela prefeitura. “Pedimos para darem uma posição emergencial para nos ajudar até o final do ano quando será feito o orçamento de custos para o ano que vem”. Foi feito contato com o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, sobre o assunto, mas até o fechamento da reportagem não havia nenhum retorno.

Entre as despesas, além da manutenção da casa, há custos com salários dos 12 funcionários que trabalham no local. “Chegamos em um momento em que não vamos conseguir chegar até o final do ano, faltando dinheiro para pagar férias, décimo 13º, encargos, que só encargos chega de R$ 9 a R$ 10 mil, e o que sobra no banco é um saldo de centavos”, conta a coordenadora.

As 16 idosas, que vivem atualmente na casa, pagam um salário mínimo (R$ 1.045) cada para permanecerem na instituição. Apesar de todas as dificuldades, Glaci relata que não há possibilidade de fechar as portas da Vovolar. “Claro que estamos preocupados, mas não é, em palavras simples, sangria desatada, precisamos sim da conscientização das pessoas porque a Vovolar é filantrópica, sem fins lucrativos”, reforça.

Uma das pessoas que ajuda a instituição é o voluntário Erondir Marciano Horn, mais conhecido como Magrão. Ele relata que há uma necessidade muito grande para manter a estrutura funcionando. “Desde um simples passar a vassoura, cortar a grama, passar um lava jato, são detalhes importantes para ajudar a manter a estrutura em condições. Estamos com problema estrutural meio grande para fazer que são vazamentos no telhado, infiltrações, problemas nas calhas, madeiras podres, então chegamos no ponto que precisamos de mão de obra.”

Magrão informa que uma empresa se ofereceu para doar ripas para o telhado, mas como não há valor para pagar a mão-de-obra, não tem como aceitar a doação no momento. Além disso, é preciso ajuda para pintura, reboco e revisão em vazamentos. “São coisas que precisam de mão de obra para manter, seja pessoas físicas ou então empresas para ajudarem.”

Coordenadora da instituição, Glaci Buzonn Garcia, tesoureiro Eldo Luft (c) e o voluntário Erondir Horn, o “Magrão” (Foto: Gabriela Hautrive)

Quem quiser ajudar pode entrar em contato com Magrão através do número (51) 9 9940-6060, ou então fazer doação financeira através do Pix da Vovolar: 90.803.933/0001-00. “De pouquinho em pouquinho vamos juntando e suprindo as demandas, não precisa valores exorbitantes, pois sei que está difícil para todo mundo”, relata a coordenadora.

Empresa destina valore da mão de obra para Vovolar

Para contribuir com o momento vivenciado na instituição, a empresa lajeadense Retifica Sul Minas se colocou à disposição pra quem quiser colaborar. Clientes que mandarem o motor de seus veículos para retificar no local, terão o valor da mão-de-obra doados a Vovolar. Será executado os serviços e feita entrega da ordem para encaminhamento do valor à casa.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

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