Westfália busca explorar comercialmente a marca do biscoito para se desenvolver no turismo

Na avaliação de Lucas Schwarz, ainda há que se ampliar a capacidade hoteleira e qualificar os empreendimentos locais, bem como ressaltar os pontos turísticos da cidade


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Lucas Schwarz (Foto: Tiago Silva)

O turismo em Westfália foi a pauta central da entrevista do Redação no Ar desta segunda-feira (18), que recebeu para um bate-papo o presidente do Conselho Municipal de Turismo e coordenador de Esporte e Turismo de Westfália, Lucas Schwarz. Segundo ele, com as discussões regionais sobre o desenvolvimento do setor, impulsionadas pelo Cristo Protetor de Encantado e pelo Trem dos Vales, os municípios menores não podem ficar para trás.

Conforme Schwarz, Westfália procurou ajuda da associação regional de turismo (Amturvales) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para desenvolver as suas particularidades e potencialidades na área. Com isso foi criado o plano municipal de turismo, aprovado pela Câmara dos Vereadores recentemente.

“Westfália e os demais municípios dando um passinho, o passo fica cumprido e mais longe a gente pode estar chegando, e todo mundo pode estar ganhando com isso”, avalia. Para ele, o desenvolvimento do turismo é um trabalho de ‘formiguinha’. “A gente vai plantando as sementes para uma construção a longo prazo. Turismo não se faz do dia para a noite”, afirma.

Lucas Schwarz entende que o município tem um potencial enorme no ramo do biscoito, por isso quer reforçar a marca para explorar comercialmente. Ele também destaca o dialeto alemão “sapato de pau” como um símbolo forte. Frente a isso a administração procura dialogar e capacitar os empreendedores para concretizarem as oportunidades. Nesta quarta-feira (20), por exemplo, há um encontro com a associação dos doces de Pelotas.

O coordenador do turismo lembra que Westfália é um município novo, com 26 anos de fundação, e tem cerca de 3 mil habitantes. Metade de sua população é rural e a outra metade, urbana. Na sua avaliação, é necessário ampliar a capacidade hoteleira e qualificar os empreendimentos locais, bem como ressaltar os pontos turísticos da cidade, nos meios urbanos e interior. Ele cita o estilo de construção alemão em enxaimel e a Lagoa do Tico-Tico como exemplos. “É uma construção que requer o apoio de todos os envolvidos”, entende.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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