Com cinco casos de dengue confirmados e alto índice de infestação do mosquito, Lajeado entra em estado de alerta

No mesmo período do ano passado, nenhum caso havia sido identificado, enquanto o índice de infestação aumentou de 3,8% para 4,4%


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Ações em Lajeado (Foto: Divulgação)

A cidade de Lajeado está em sinal de alerta devido ao aumento significativo nos casos de dengue, conforme alertou a bióloga e coordenadora da Vigilância Ambiental, Catiana Lanius, em entrevista ao programa Redação no Ar desta segunda-feira (5).

A coordenadora da Vigilância Ambiental revelou que o município registrou 5 casos positivos da doença. Segundo ela, uma preocupante diferença se comparado ao mesmo período do ano passado, quando não havia sido identificado nenhum caso.

Do total de casos positivos, dois foram identificados no Bairro Igrejinha, envolvendo um casal que retornou de uma viagem à Argentina apresentando sintomas da doença. Outros casos foram registrados nos bairros Jardim Botânico (1), Planalto (1) e São Bento (1).

A bióloga apresentou os dados do levantamento trimestral do mosquito Aedes aegypti (transmissor da Dengue, Chikungunya e ‎Zika Vírus), realizado entre 22 e 26 de janeiro. Os resultados indicaram um alto índice de infestação, classificando o município como de risco elevado para a transmissão da dengue.

Catiana Lanius destaca a importância de conscientizar a população sobre a gravidade da situação: “É fundamental que todos estejam cientes do risco que podemos enfrentar nos próximos meses, para que cada um possa fazer a sua parte nas residências e evitar o aumento de casos na cidade.”

Comparando com o mesmo período do ano passado, o índice de infestação subiu de 3,8% para 4,4%. A bióloga explica que fatores climáticos favoráveis contribuíram para a proliferação do vetor, destacando que “mais mosquitos significam maiores chances de transmissão do vírus”.

A análise dos dados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) revelou que 95% dos criadouros do mosquito estão em imóveis residenciais, próximos ao principal alimento do Aedes aegypti, que é o sangue humano.

Catiana Lanius explica que os mosquitos depositam ovos nas paredes dos recipientes e, quando chove, o nível da água aumenta, entrando em contato com os ovos e permitindo que eclodem. Mesmo sem chuva, os ovos podem sobreviver por mais de um ano, e quando chove novamente, tornam-se viáveis para se desenvolverem em mosquitos adultos.

A bióloga enfatiza a necessidade de ações preventivas imediatas por parte da comunidade, com medidas simples, como a eliminação de recipientes que acumulam água parada, para conter a proliferação do Aedes aegypti.

Texto: Jonas de Siqueira
web@independente.com.br

1 comentário

  1. A informação sobre a vacina da dengue não está correta. A rede privada já dispõe da Qdenga, indicada para quem não teve dengue, há vários meses.
    Trabalho com vacinas e estou à disposição para esclarecer dúvidas.

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