Diretor da Ceran diz que barragens do Rio das Antas não tiveram interferência na cheia de setembro

Durante a enchente de 4 setembro, a vazão chegou a 15 mil metros cúbicos por segundo. “Esse volume é astronômico”, afirma


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O diretor da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), Peter Eric Volf, diz que as barragens do Rio das Antas não tiveram interferência na cheia de setembro de 2023 do Rio Taquari. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (24), durante uma visita técnica de um grupo de lideranças do Vale do Taquari.

Volf explica que a barragem 14 de Julho, do tipo fio d’água, tem 250 metros cúbicos por segundo de afluência em dias normais, e durante a enchente de 4 setembro, chegou a 15 mil metros cúbicos por segundo. “Esse volume é astronômico”, destaca.

Conforme ele, a usina foi projetada para suportar essa vazão, mas ela não consegue reter toda essa quantidade de água, que começa a passar por cima da barragem.

“Por cálculos de engenharia, a partir daí, a gente faz a abertura das comportas, que é somente complementar à vazão que está passando por cima da barragem. Se as comportas permanecerem fechadas, toda a água que não estivesse passando pelas comportas estariam passando por cima da barragem. Ou seja, a abertura ou fechamento, nessa situação, não aumentará ou reduzirá a vazão do rio”, sustenta.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br


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