Cantora, jornalista e apresentadora de televisão, Shana Müller é hoje referência da nova geração de artistas que surgiram no sul do país nos últimos tempos. Seu primeiro álbum, Gaúcha, lançado em 2004, abriu um novo espaço para a presença da mulher nos palcos gaúchos.

Em meio ao turbilhão de informações sobre violência, assédio e empoderamento da mulher, a cantora não deixou por menos. No espaço “Galpão Grioulo” no site GShow, Shana falou sobre sua dificuldade em se enxergar feminista.

A cantora relatou que recentemente em uma gravação do programa Galpão Crioulo, quando se deu por conta, um grupo de baile tocava uma vaneira, dessas do fandango, e tratando a mulher como mais um atrativo da festa.

Não precisamos ir longe. Quem de nós já não ouviu e/ou cantou junto “churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher. É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer!”
Ou cantarolou: – “não quero trago de graça, se bobear eu quebro a tasca e faço o chinedo chorar, me desculpe se eu te esfolei com as minhas esporas. Ajoelha e chora, quanto mais eu passo o laço, muito mais ela me adora.”

Na publicação, Shana afirma que nós alimentamos, e encorajamos situações de violência, de preconceito, de maus-tratos contra as mulheres.

A cada nove segundos uma mulher é violentada, a música não pode tratar isso com normalidade. Nesse sentido, a canção do Morocha, do Mauro e do Roberto Ferreira retrata a ironia do machismo velado dos homens e do repertório gaúcho.

O tradicionalismo que respeita a mulher também tem destaque aqui, com a canção: Morocha, não, do tradicionalista Leonardo.

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