Psiquiatra avalia se o ser humano é ou não monogâmico por natureza

Determinadas culturas admitem a poligamia, desde que o homem comprove que pode sustentar várias famílias


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Rafael Moreno (Foto: Gilson Lussani)

Há alguns dias a atriz Deborah Secco se manifestou novamente sobre seu casamento com o modelo Hugo Moura. Juntos desde 2015, eles possuem uma relação não monogâmica. Ela considera que parte da sociedade ainda é machista e sua visão sobre relacionamentos não é aceita por todos. O tema foi abordado no quadro Direto ao Ponto desta segunda-feira (5) pelo psiquiatra Rafael Moreno.

Ele questionou se é da natureza do ser humano a monogamia. Existem teorias de que na pré-história, não havia o papel do pai. Desta forma, a mulher possuía várias relações para buscar características de cada um deles para seu filho. Somente depois, observando o comportamento dos animais é que surgiria a figura paterna. De acordo com essa teoria, o homem seria poligâmico.

Moreno lembrou que, na cultura islâmica, o homem pode ter mais do que uma mulher, desde que comprove que pode sustentar várias famílias. O psiquiatra considerou que existem questões religiosas, culturais, sociais e genéticas para determinar a natureza de cada pessoa. Ele citou que alguns sentem a necessidade de possuir muitos relacionamentos. Outros, considerados assexuados, não precisam manter relações sexuais.

“Não dá pra gente rotular que todo homem não é monogâmico. Existem, com certeza, padrões”, analisou. Rafael Moreno entende que aqui na região, pela influência da religião católica, não seria aceito de forma pública que um homem pudesse ter duas mulheres.

O psiquiatra ainda trouxe à discussão uma pesquisa, que apontou que a traição é mais comum do que as pessoas imaginam. E a característica não é atribuída apenas aos homens, mas também às mulheres. O fato é que quando o assunto é tratado publicamente, ainda gera debate.

Texto: Gilson Lussani
web@independente.com.br

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