Rio Pardo, a história do Rio Grande passa por aqui

Fundado em 1752 pelos portugueses para se defenderem dos espanhóis, a cidade abriga prédios e uma rica história de 272 anos


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Foto: Alício de Assunção

O município de Rio Pardo, um dos quatro primeiros a ser constituído no Rio Grande do Sul, o outros são Porto Alegre, Rio Grande e Santo Antônio da Patrulha, possui uma rica história, iniciada por volta de 1750, quando Portugal e Espanha assinam o Tratado de Madrid, como forma de solucionar problemas da disputa de terras. Portugal para demarcar as novas fronteiras, instala um depósito de armas e munições na margem esquerda da confluência dos rios Pardo e Jacuí, que em 1752 foi transformado no Forte Jesus Maria José instalando-se ali um Regimento de Dragões, que vieram para defender a fronteira portuguesa de uma invasão espanhola.

Era a fundação de Rio Pardo, porém em 1763 os espanhóis resolveram retomar as terras gaúchas já conquistadas pelos portugueses e investiram sobre Rio Pardo, planejando reconquistar toda a Capitania de São Pedro. Porém, não conseguiram tomar o Forte Jesus Maria José e tiveram de recuar, foi então que o Forte de Rio Pardo recebeu a denominação de “Tranqueira Invicta”, por nunca ter sido derrotado, e Tranqueira Invicta tornou-se lema da cidade. A emancipação da Vila de Rio Pardo aconteceu em 31 de março de 1846.

A população atual é de cerca de 32 mil habitantes. E essa rica história que chega a 272 anos deixou legados como igrejas, prédios históricos conservados, os saborosos sonhos e filés de peixes e áreas de lazer às margens do Rio Jacuí. Outro destaque da cidade é o Carnaval, que atrai cerca de 100 mil pessoas para os tradicionais desfiles de rua na cidade.

Entre os atrativos da cidade estão as igrejas Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos, Igreja São Francisco, Cruz do Barro Vermelho, Centro Regional de Cultura, Solar do Almirante, Estação Ferroviária, Solar dos Panatieri, Rua da Ladeira, Praia dos Ingazeiros, Forte Jesus Maria José, Museu Zoológico, Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, Ponte do Couto, Museu de Arte Sacra, Museu Barão de Santo Ângelo, Casa Senado da Câmara e Igreja São Nicolau. Informações pelo fone (51) 3731-1225.

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Rua da Ladeira

A Rua da Ladeira, também chamada de Rua Direita, foi aberta para ligar o Alto da Fortaleza, onde nasceu a cidade, à zona residencial. Seu calçamento data de 1813 e foi feito com pedras grandes irregulares, como escoamento das águas pelo centro da rua, por mão-de-obra escrava. O trecho tem cerca de 300 metros e foi calçado para facilitar o escoamento da produção que chegava pelo porto do Rio Jacuí.
Com foto

Praia dos Ingazeiros

Possui uma grande área de lazer, localizando-se na confluência dos rios Pardos e Jacuí. No local são realizados diversos eventos turísticos como as Festas do Peixe, Navegantes e Iemanjá e Campeonato Praiano, entre outros. Contando com boa gastronomia, a praia dispõe de bares e restaurantes, destacando-se os pratos à base de peixes.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário

O início da construção da igreja se dá por volta de 1753, com uma pequena capela, coberta de palha, edificada ao lado do forte e conhecida como Ermida da Sagrada Família. Em 1769 é transferida para o atual local e inaugurada em 4 de outubro de 1779, durante a Festa de Nossa Senhora do Rosário, que tornou-se a padroeira da comunidade. Em seu interior destacam-se os sete altares de madeira de origem barroca e a imagem do Senhor Morto articulada em tamanho natural.

Texto Alício de Assunção
turismo@independente.com.br

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