Temporal trouxe mais transtornos à Certel do que a enchente de setembro, confirmam dirigentes da cooperativa

Evento climático da noite de terça-feira deixou 46 mil associados sem energia elétrica. Já a cheia de 4 de setembro interrompeu o fornecimento para 42 mil pessoas


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Diretor de Operações da Certel, Simão Diehl, e o vice-presidente da cooperativa, Daniel Sechi (Foto: Tiago Silva)

O temporal da terça-feira (16) deixou 46 mil associados sem energia, causando mais transtornos à Certel do que a enchente de setembro do ano passado, que afetou 42 mil clientes. Com 35 equipes em ação desde a noite de terça, a cooperativa já restabeleceu o serviço na maior parte de sua área de atuação. Até o meio-dia desta quinta-feira (18), aproximadamente 3 mil associados ainda estavam sem energia. A expectativa é que, até a meia-noite, esse número se aproxime de zero. Esses últimos casos são mais delicados por serem pontuais, isolados e, em tese, mais graves.

Normalmente, a Certel conta com 22 equipes na parte operacional. Para atender à demanda, esse número foi reforçado. A direção da empresa, prevendo os transtornos, liberou os profissionais que atuam na linha de frente durante a tarde de terça-feira (16) para que pudessem descansar e, após o temporal, o emprego fosse imediato para o restabelecimento da energia aos associados. Eles entraram em campo logo após as 21h daquele dia, em regime de plantão.

“Na região de atuação da Certel, Teutônia e Lajeado pegaram o pior bloco de tempestade”, afirma o diretor de Operações, Simão Diehl. Conforme ele, não há registro histórico de um temporal tão destruidor em termos de vegetação — 95% da falta de luz é proveniente da queda de árvores.

“Árvores grandes arrebentaram cabos, quebraram postes de concreto”, diz ele, impressionado. “Troncos muito grandes, com raízes grandes, o que é inacreditável”, Diehl complementa, ao citar arbustos de 1,5 a 2 metros de diâmetro. “A gente está apavorado”, sustenta.

“No morro harmonia, tivemos ventos de 114 km por hora”, lembra o vice-presidente da Certel, Daniel Sechi. Na cidade, as rajadas chegaram a 126 km/h — a ventania mais forte registrada em todo o Rio Grande do Sul neste evento climático, segundo o Inmet. “Tivemos ventos mais fortes na cidade do que no morro. Isso demonstra a força do temporal”, constata.

“A incidência de raios em nossas redes de energia foi muito grande”, destaca Sechi. “Os nossos equipamentos de proteção, que evitam que esses raios entrem nas residências, atuaram como medidas de proteção”, valoriza.

Saiba mais

Na enchente de 4 setembro de 2023, quando o Rio Taquari chegou a 29,62 metros (30cm a menos que a cheia histórica de 1941), uma torre de energia da Certel caiu. Agora, foram muitos estragos em diferentes locais, o que demanda mais serviço, espalhado pela região de concessão da empresa de Teutônia.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

1 comentário

  1. TCHÊ, A CERTEL É A MELHOR, OS CARAS SÃO BONS, ÁGEIS, PONTUAIS, POIS É SÓ COMPARARMOS COM A RGE, BEM COMO, COM O RESTANTE DAS OPERADORAS ESPALHADAS PELO BRASIL, NÃO HÁ IGUAL! QUANDO O PROBLEMA SURGE, OS CARAS RESOLVEM, E COMO EX-CLIENTE DA RGE AFIRMO; – LOUCO DAQUELE QUE VIER RECLAMAR DA CERTEL NO CENÁRIO CONTEMPORÂNEO.

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