“O Rio Taquari é uma criança com as fraldas sujas, que precisa fazer a limpeza e o desassoreamento”, afirma novo presidente da ACI-E

Para Angelo Fontana, os principais desafios de Encantado e da região são equilibrar interesses no processo de concessão das rodovias e mitigar os efeitos das cheias


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O empresário e novo presidente da Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E), Angelo Fontana, avalia como principais desafios da entidade e da região para 2024 a concessão das rodovias do Vale do Taquari e a mitigação dos efeitos das enchentes.

“O Rio Taquari é uma criança com as fraldas sujas, que precisa de atenção para a limpeza e o desassoreamento”, pontua. Para isso, avalia como necessário a união entre governos e iniciativa privada na busca por soluções.

“Com essas duas cheias violentas, principalmente a de setembro, o percurso do rio foi muito prejudicado, tanto as margens com a perda de vegetação como o assoreamento”, avalia. “A partir desses dois eventos, nós estamos muito mais expostos a novas enchentes”, entende.

Sobre a concessão, as lideranças regionais retomaram as conversas neste início de 2024 para alinhar a posição. Em fevereiro, devem ter uma agenda com o Governo do RS para revisar os conceitos da concessão e o pacote de obras — quais são, onde serão feitas, quando e como.

Angelo Fontana (Foto: Divulgação)

Uma das novidades, desde que o processo foi paralisado, é a inclusão do free flow, modelo de cobrança automática de pedágios por quilômetro rodado.

Fontana mostra-se favorável. Diz ser necessário equilibrar interesses regionais com uma cobrança proporcional. “Nós temos tempo e acredito que se consiga colocar, ainda em 2024. Claro que vai depender das tratativas do governo com quem vai assumir a concessão”, reconhece.

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Para Angelo Fontana, Encantado e o Vale do Taquari vinham numa trajetória de crescimento econômico antes das enchentes, com pleno emprego e baixa dependência de programas assistenciais do governo.

“Região que andava de vento em popa, com o advento das cheias, agora nós temos que nos reinventar, ter fé e acreditar na nossa retomada”, pontua.

“O Vale tem muitos desafios e com uma certa união e interesses regionais, nós conseguiremos avançar em muitas coisas”, acredita.

A ACI-E

“A ACI-E me surpreendeu pelo volume de atividades exercidas na região. Nós coordenamos, a cada dois anos, a Suinofest, que é um evento grande, de muito sucesso. Nós lançamos, no início de janeiro, a campanha de verão do comércio, com sorteios para fomentar o comércio e mostrar para a população o nosso reerguimento após as cheias. Tanto o comércio como as indústrias e a população sofreram muito”, entende.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br


1 comentário

  1. Obrigada pela reportagem Tiago!
    Sim, precisamos rever a situação do rio Taquari, fazer a drenagem do leito do rio em algumas pontos, partes mais afetadas e principalmente devolver a mata ciliar. A mata ciliar deve ser feita c árvores nativas e algumas frutíferas p alimentar os peixes do rio.E cada município deve ser responsável pelo cuidado com o esgoto, lixo e o reflorestamento das matas ciliares.

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